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Saindo do buraco: com truques práticos e básicos, livro ensina como organizar as finanças
São Paulo – Foi lançado esta semana o livro “Como passar de devedor para investidor - um guia de finanças pessoais”, escrito em conjunto pelo professor da Fundação Getúlio Vargas, Samy Dana, e seu ex-aluno de MBA, Fabio Sousa, sócio da FTN consultoria. O livro apresenta um método de organização financeira, recheado de truques já utilizados por clientes de Sousa.
Ao longo do livro, para mostrar como o método pode ser aplicado na prática, os autores usam o exemplo real de um casal de clientes. Com uma renda mensal de 7.000 reais mensais, o casal conseguiu pagar 11.271 reais de dívidas e investir 8.924 reais em exatamente um ano.
Samy Dana conta que o livro mostra as finanças pessoais como um balanço de uma empresa e apresenta os conceitos de forma simples. “É um livro para o público geral, não para especialistas em finanças, que usa uma linguagem de fácil leitura e pode ser lido rapidamente”, afirma.
Veja a seguir alguns “truques” apresentados no livro que prometem passar o leitor de um devedor a um investidor.
1) Não enxergue o controle financeiro como uma camisa de força
O controle financeiro é o principal conceito apresentado no livro. Os autores buscam mostrar como os pequenos gastos podem significar grandes montantes ao longo de um ano, não para condená-los, mas sim para deixar claro para o leitor qual é o destino exato do seu dinheiro. Uma vez feito isso, o leitor não precisaria reduzir todos os gastos, mas apenas passar a administrá-los da melhor forma.
“Se uma pessoa gasta 200 reais em um jantar, o importante é saber quanto este gasto representa no final do ano, se ela tiver dinheiro para isso e é algo que traz muito prazer, ela deve gastar. As pessoas entendem finanças pessoais como você ser pão duro, como fazer escolhas mais duras, mas não é isso, é o contrário: sabendo quanto custa cada coisa, eu passo a fazer escolhas a partir dos meus gostos e preferências”, explica Samy Dana.
2) Contabilize gastos parcelados como uma única parcela
Os autores sugerem que na planilha de gastos mensais, as parcelas de uma compra não sejam contabilizadas mês a mês, mas apenas no mês em que o gasto foi realizado. Por exemplo, a compra de uma televisão de 1.000 reais, parcelada em 10 vezes de 100 reais, seria computada na planilha de gastos do mês que foi comprada como um gasto de 1.000 reais e não como uma parcela de 100 reais.
Dessa forma, o leitor reservaria em um único mês 1.000 reais para a televisão, mas na realidade apenas 100 reais teriam saído da conta. Com isso, lhe restariam no mês seguinte 900 reais, no outro mês 800 reais e assim por diante. “O dinheiro fisicamente está na conta corrente, mas para o leitor, é como se ele deixasse de existir e a conta fica mais positiva. Assim, ele compra apenas o que teria dinheiro para pagar naquele mês. E, se ele não consegue pagar o valor total em um mês, nós sugerimos que ele adie aquele gasto para realizá-lo quando tiver capacidade efetivamente”, explica Fabio Sousa.
3) Identifique quais são as despesas semifixas e como reduzi-las
O livro propõe que todas as despesas sejam anotadas em uma planilha e que sejam divididas não apenas entre despesas variáveis e fixas, como geralmente é feito, mas também que haja uma terceira categoria, de despesas semifixas. “A despesa semifixa é aquela que você não consegue zerar, mas que pode reduzir. É o caso de uma conte de luz ou dos gastos com transporte", explica Sousa. As despesas fixas seriam apenas aquelas que têm o mesmo valor todo mês, como o condomínio, escola e a empregada doméstica; e as variáveis seriam os gastos com vestuário, lazer e outras despesas eventuais.
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