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Os gestores são profissionais especializados em cada tipo de ativo que faz parte do fundo e profundos conhecedores dos preços de mercado e da comercialização de cada objeto. O investidor pode escolher entre três modelos diferentes de portfólio, com diferentes proporções entre cada tipo de ativo.
Segundo a gestora, apesar de historicamente ter existido uma demanda que excede a oferta deste tipo de produto, trazendo rendimentos substanciais, não há garantias de que isso ocorra no futuro, uma vez que existe o risco de a demanda ser afetada por questões regionais e tendências. Por isso, a recomendação é investir em coleções que atraiam principalmente compradores e não apenas investidores.
6. Fundos de Vícios
Como o nome sugere, este tipo de fundo investe em ações de empresas de bebidas, cigarros, armas e cassinos, produtos que alimentam diversos gêneros de vícios. O mais famoso fundo de vício do mundo, o norte-americano Vicex, costuma superar outros índices em momentos de crise. Isto porque, enquanto a demanda de outros tipos empresas sofre com a desaceleração do consumo, as empresas do Vicex costumam manter seu rendimento e por vezes até lucrar em momentos de estresse, nos quais alguns consumidores costumam se entregar mais às “tentações”.
Em 2011, por exemplo, um ano que foi ruim para as bolsas, o Vicex subiu 2,25%, enquanto o S&P 500, principal índice de referência da bolsa americana, caiu 4,77%.
Até o dia 5 de junho, o patrimônio do fundo totalizava 91,62 milhões de dólares, investidos em 70 empresas. Entre elas, figuram algumas das que os investidores conscientes adoram odiar, como Philip Morris, Lorillard, British American Tobacco e Altria. Também fazem parte do fundo companhias das áreas de defesa e armamentos, como as gigantes Lockheed Martin e Raytheon, e companhias de cerveja como Carlsberg A/S e Molson Coors.
No Brasil não existem fundos como estes, mas, em contrapartida, assim como muitos outros países, temos aqui os fundos de sustentabilidade. Eles investem exatamente no conceito oposto aos fundos de vício e acreditam que empresas responsáveis, tanto social, ambiental, como economicamente, podem ter resultados mais consistentes no longo prazo e, por isso, representariam investimentos mais seguros.
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