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Exóticos | 06/07/2012 11:33

6 formas de ganhar dinheiro com paixões e vícios

Conheça os fundos inusitados que investem em garrafas de vinho, atletas, cerâmica chinesa, cassinos e cinema

2. Fundos de vinhos

No lugar da carteira composta por ações da Vale, Petrobras, uma carta de vinhos com algumas das garrafas mais renomadas do mercado, como Château Lafite Rothschild e Château Haut-Brion. Essa é a ideia dos cerca de 16 fundos de vinhos espalhados pelo mundo.

Os fundos investem em vinhos de determinadas safras e esperam que eles “performem” em alguns anos até que a garrafa envelhecida esteja no ponto - ou de ser vendida e trazer rendimentos ou de ser degustada pelo investidor.

A brasileira Cultinvest, gestora do Bordeaux Wine Fund Multimercado, é a pioneira neste tipo de fundo na América Latina. Segundo o gestor da carteira, Filipe Albert, por conta das restrições da legislação brasileira sobre este tipo de fundo, a aplicação inicial mínima foi estabelecida em 1 milhão de reais. Por isso, o fundo lançado há um ano e meio, por enquanto só captou investimentos estrangeiros, que desfrutam de uma cota mínima de 100.000 reais. “Para o brasileiro é uma barreira muito grande. São poucas pessoas que têm 1 milhão de reais para investir em um ativo mais exótico”, comenta.

A carteira tem cerca de 100 vinhos que estão listados no índice britânico Liv-ex Fine Wine Investables, que tem 203 vinhos no portfólio, todos da região de Bordeaux, na França. O índice teve um rendimento de 21,51% nos últimos cinco anos. 

A liquidez do investimento é de três meses. Se o resgate for pedido hoje, em três meses ele será recebido. E no fundo da Cultinvest, há um período de carência de cinco anos, se o resgate for feito antes disso são cobradas algumas taxas.

Os maiores riscos dos ativos são incidentes em armazenagens ou transporte das garrafas. “Nossos processos de escolha procuram mitigar esses riscos. A vantagem do investimento é que ele tem pouca correlação com a bolsa e pode ter momentos bons mesmo em um mercado financeiro instável. E na pior das hipóteses, o investidor vai beber seu prejuízo”, brinca Albert. 

3. Investimentos em atletas

Um dos primeiros modelos de investimento em atletas foi realizado em Portugal, em 2004. Clubes como FC Porto, Boavista e Sporting Lisbon abriram fundos para investimentos nos direitos dos seus jogadores. O retorno anual obtido por um deles, o FC Porto, na época, foi de 20%. Os lucros são obtidos por meio da valorização entre as negociações dos jogadores.

Em 2009, o Benfica lançou o fundo "Benfica Star Fund", que chegou a acumular um capital de 40 milhões de euros. Os ativos eram uma porcentagem dos direitos de 12 jogadores.

No Brasil, o fundo que mais se assemelha a um investimento em atletas é o Soccer BR1, registrado como Fundo de Investimentos em Participações (FIP) na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Como outros FIP, o Soccer BR1 investe em uma empresa, e é esta empresa que detém os direitos econômicos dos jogadores. Este fundo foi destinado a um único investidor institucional, o banco BMG, e está fechado para captações.

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