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Não se deixe cair na armadilha do conselheiro picareta.
São Paulo – Investir com ajuda personalizada e profissional pode ser uma boa saída para quem não tem muito tempo de cuidar do próprio dinheiro, especialmente em épocas de mercados mais incertos e voláteis. Mas antes de escolher aquele que vai aconselhar onde você vai pôr seu dinheiro, é bom ficar atento para os sinais que indicam que, ali, pode haver um picareta – um sujeito sem as qualificações necessárias e até mal intencionado, que pode prejudicar o investidor em prol dos próprios interesses. Saiba como reconhecer a partir de cinco sinais:
1. O profissional não é habilitado:
Todo profissional da área de investimentos que dá recomendações para seus clientes deve ser registrado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ou como consultor de investimentos – aquele que recomenda aplicações – ou como administrador de carteiras – aquele que pode não só recomendar como mexer no dinheiro do cliente sem prévia consulta.
O registro na CVM pode ser verificado na seção “Participantes do mercado”, no pé da home page do órgão. Caso o profissional se apresente como consultor ou administrador de carteiras e não tenha registro, dispense-o.
Também existe a figura do planejador financeiro, que apenas planeja finanças, mas sem fazer recomendação direta de ativos. A certificação, nesse caso, não é obrigatória, mas também existe. Trata-se do CFP, concedido no Brasil pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCP). A checagem do registro pode ser feita pelo site da instituição.
2. O profissional faz promessas de rentabilidade:
O picareta aparece com um método infalível de obter uma rentabilidade mínima determinada, ignorando que, de fato, ninguém tem o poder de prever o futuro. Normalmente o sujeito diz ter desenvolvido um sistema com rentabilidade garantida, tentando fazer o investidor crer que só poderá atingir o objetivo se utilizar de seus serviços.
3. O profissional não deixa claro como é remunerado:
Existem dois tipos de assessores de finanças e investimentos: os independentes e os não independentes. Os primeiros recebem diretamente do cliente, sem manter relacionamento com qualquer instituição financeira. Os segundos estão vinculados a uma instituição, que os remunera.
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Adm Fernando Viana
Se é picareta não deve ser chamado de profissional, como está no texto. É incoerente
10.02.2012 |