São Paulo - Nesta semana, EXAME.com mostrou que pelo preço de um carro zero quilômetro básico é possível comprar um seminovo de categorias superiores e mais equipado. Caso você já esteja convencido de que comprar um carro usado pode ser mais vantajoso financeiramente, sua próxima etapa é entender que é preciso se cercar de alguns cuidados para que a compra dê certo. Apesar do desconto que você ganha por causa da depreciação, o tiro pode sair pela culatra se você comprar um carro que gere altos custos de manutenção. 

Veja a seguir quatro dicas para escolher os tipos de carros que têm menos chances de trazer problemas de manuteção e dores de cabeça para seu novo dono.

1 Observe os carros que frotistas e taxistas costumam comprar

A melhor dica para saber quais carros têm menos problemas com manutenção é observar os modelos escolhidos para serem usados em frotas, por locadoras de veículos e taxistas. Como nessas situações o carro tem um uso mais severo, são selecionados geralmente os veículos mais resistentes e que exigem pouca manutenção, dois fatores importantes para a compra de um carro que não é novo.

Além disso, as empresas e os taxistas costumam usar carros que têm uma relação custo-benefício bem interessante.

Alguns exemplos de carros comumente escolhidos para frotas e dirigidos por taxistas são o Meriva e o Astra, que já saíram de linha, e os populares Uno, Gol e Celta. 

2 Prefira carros de montadoras japonesas

Conforme defendem especialistas, os carros de montadoras japonesas costumam ser mais tradicionais, utilizar elementos de qualidade superior e por isso são carros que tendem a quebrar menos, fator importantíssimo na hora de comprar um veículo seminovo ou usado. Como o nível de exigência para validação de peça das montadoras japonesas é muito rigoroso, elas têm baixíssima ocorrência de falhas e são referência mundial. 

Além disso, são carros que também costumam ser mais básicos, por isso têm menos chances de apresentar problemas do que modelos mais carregados de itens eletrônicos, como computador de bordo, sistema de navegação, piloto automático etc. 

O Toyota Corolla é um exemplo. É referência quando o assunto são carros que dificilmente apresentam problemas. Os modelos da Toyota e da Honda são citados também como veículos que possuem uma manutenção mais econômica. 

É importante ressaltar, no entanto, que podem existir exceções e que, dependendo do uso que se faz do carro, mesmo os mais resistentes poderão ter mais problemas de manutenção.

3 Dê preferência também aos carros mais buscados

Os carros mais vendidos costumam ser mais econômicos, outro critério de peso para motoristas que buscam um carro seminovo ou usado. Além do seu preço de aquisição ser menor, seus custos com manutenção também são inferiores aos de outros carros já que eles têm mais disponibilidade de peças em oficinas e de mão de obra para realização de reparos. 

Como há mais informações sobre o conserto de um Palio do que de um BMW, por exemplo, a mão de obra não precisa ser tão especializada e os serviços ficam mais baratos. Os carros menos populares já têm um custo de manutenção mais elevado porque a mão de obra é mais especializada e suas peças são mais difíceis de encontrar, sendo que em alguns casos precisam ser importadas. 

Observar os carros que mais circulam em uma determinada região também pode sugerir quais carros são mais indicados para rodar naquele ambiente.

4 Busque carros com seguro mais barato

Apesar de o carro usado ser mais barato, os valores dos seus seguros podem ser mais caros. Isso ocorre porque o preço do seguro de carros é formado não só a partir do custo que a seguradora teria para repor o valor total do veículo, mas também pelos custos de reparação em caso de sinistro.

E os custos de reparação dos carros usados tendem a ser maiores por alguns motivos. O primeiro é que, como o motorista costuma se dedicar menos à manutenção do carro usado, o veículo fica mais suscetível a acidentes. O segundo é que um veículo usado - sobretudo aqueles menos populares e que saíram de linha -, têm menos peças disponíveis, o que gera um aumento do custo das peças.

Por fim, com peças mais caras, também aumenta a busca desses itens no mercado negro e a sua frequência de roubos, o que também encarece o valor do seguro.

Para encontrar os carros cujos seguros vão pesar menos no bolso, e portanto podem ser uma boa compra, uma boa dica é fazer simulações em corretoras on-line de seguros, como a Economize no Seguro, TaClaro.com, Minuto Seguros e Segurar.com.