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Poupar nos primeiros anos de vida pode garantir estudos superiores até no exterior.
São Paulo – “Não dê presentes, dê futuro”, aconselha o consultor Mauro Calil quando o assunto é Dia das Crianças. O discurso de planejador financeiro casa com o de pai, no caso dele. Preocupado com o futuro dos filhos, Mauro não os presenteia, nas datas especiais, com roupas, brinquedos ou eletrônicos, mas sim com ações. E não está sozinho. Cada vez mais os pais se preocupam em investir em nome dos filhos, de forma a garantir recursos para os estudos superiores ou o início de sua vida profissional.
Os dados da indústria de fundos de previdência privada voltados para menores – uma aplicação interessante destinada a crianças e adolescentes – comprovam isso. De acordo com o Itaú Unibanco, o mercado para esse tipo de produto tem crescido entre 25% e 28% por ano, nos últimos anos. Para quem quer investir por conta própria no futuro dos filhos, porém, o Tesouro Direto é também uma excelente opção. Quem começa a poupar desde o nascimento dos rebentos, pode formar uma polpuda poupança para, lá na frente, pagar a faculdade, a pós-graduação, um intercâmbio ou mesmo começar um negócio.
Para quem acha a estratégia de substituir presentes por aplicações financeiras um pouco fria, Mauro Calil argumenta: “as crianças, principalmente as mais novas, já ganham brinquedos e roupas dos avós, dos tios. Não tem prova de amor maior do que dar boas condições educacionais e financeiras para o seu filho. Não tem a ver com transformá-lo em alguém que não valoriza o dinheiro e o trabalho. Trabalhar é uma questão de valores, não de quanto se tem na poupança”, diz o consultor.
Vale lembrar que esse tipo de aplicação só deve ser feita por quem já investe para a própria aposentadoria. Afinal, de nada vai adiantar se os pais acabarem onerando os filhos na velhice. Mas quem deseja presenteá-los com investimentos sem deixar as datas comemorativas passarem em branco, fica o conselho de Mauro Calil: “Não pergunte ao seu filho o que ele quer ganhar, simplesmente dê o que você pode dar”. Conheça, a seguir, os presentes financeiros que você pode dar a seu filho.
Fundo de previdência privada para menores
Os planos de previdência infantis são voltados para crianças e jovens com idade até 21 anos, sendo possível abrir um plano em nome da criança logo após seu registro, mesmo que ela ainda não possua CPF. Os pais serão apenas responsáveis pelos aportes financeiros, que entre os brasileiros, costumam variar entre 100 e 200 reais mensais. Disponíveis nas modalidades Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), esses planos dispões de vantagens tributárias similares às dos planos tradicionais: a tabela regressiva de IR, com alíquota mínima de 10% após 10 anos de investimento, e a possibilidade de abater os aportes num valor de até 12% do IR, no caso dos PGBLs.
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