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Renda fixa | 13/01/2012 13:30

15 respostas essenciais sobre o Tesouro Direto

O que um investidor precisa saber para aproveitar os juros bem acima da média internacional pagos pelo governo brasileiro

Reprodução

Tesouro Direto oferece títulos indexados à inflação

Site do Tesouro Direto: investimento seguro e com taxas ainda atrativas

São Paulo – No Brasil, investir diretamente em títulos públicos é uma forma interessante de obter juros ainda elevados com um risco baixíssimo. Qualquer pessoa física pode comprar os papéis por meio de uma plataforma desenvolvida pelo governo que foi batizada de Tesouro Direto. A ferramenta é bastante vantajosa para quem investe em renda fixa devido aos custos reduzidos de transação, mas sua utilização não é tão simples e amigável quanto deveria. Para negociar títulos públicos, o investidor precisa ter conta em corretora e estar familiarizado com papéis com nomes enigmáticos, como NTN-B, LFT e LTN. Para desvendar os segredos da ferramenta, EXAME.com conversou com Beto Veiga, consultor financeiro e autor do livro “Tesouro Direto”. Veja a seguir 15 perguntas e respostas que podem ajudá-lo a negociar títulos públicos (quase) como um profissional:

Qual é o melhor título público para ser comprado no Tesouro Direto?

Depende do perfil de risco e do objetivo do investidor. Há três tipos principais de títulos negociados pelo Tesouro Direto: as LFT, as NTN-B e as LTN. Cada um deles serve para diferentes objetivos.

Para quem são indicadas as LFT?

As LFT (Letras Financeiras do Tesouro) são recomendadas para quem não gosta de correr riscos e para quem pode precisar resgatar o dinheiro a qualquer momento. Não é à toa que esses são os papéis da dívida pública preferidos pelas tesourarias dos grandes bancos e também os que o Tesouro Nacional menos gosta de emitir. As LFT pagam juros equivalentes à taxa Selic (os juros básicos da economia brasileira). O investidor que odeia volatilidade e não suporta a ideia de perder dinheiro - nem que seja apenas por alguns dias ou semanas - deve comprar apenas esses títulos. Os outros, apesar de também serem de renda fixa, podem ter fortes oscilações de valor de mercado, pespegando pesadas perdas aos poupadores que quiserem revende-los antes do vencimento.

A LFT também é o melhor papel para deixar investida a chamada reserva de emergência. Especialistas em finanças costumam recomendar que qualquer pessoa tenha cerca de seis a nove salários guardados em alguma aplicação com liquidez para usar os recursos somente em casos de necessidade. Uma pessoa que ganha 15.000 reais por mês teria então de separar ao menos 90.000 reais para a reserva de emergência. Esse dinheiro serviria para a pessoa manter o padrão de vida caso fique desempregada ou tenha algum problema de saúde na família, por exemplo.

Quem deve investir em NTN-B?

Esses são os títulos indicados para quem tem um objetivo claro de longo prazo. Alguém que planeja dar a entrada em um imóvel financiado daqui a cinco anos e gostaria que o capital já acumulado fosse remunerado com uma taxa atrativa, por exemplo, deve comprar uma NTN-B com vencimento em 2017. Já alguém que planeja se aposentar daqui a 23 ano deve comprar uma NTN-B Principal 2035, e assim por diante.

Hoje, as NTN-B pagam ao investidor a inflação medida pelo IPCA mais uma taxa de juros de 5% a 6% ao ano. O investidor que compra esse título tem a segurança de proteger seu dinheiro dos efeitos corrosivos da inflação. O risco que precisa ser aceito é o das oscilações das taxas de juros no Brasil. Se daqui a dois anos os juros reais estiverem em 8%, por exemplo, o investidor que carrega um papel que paga 6% terá de aceitar um grande desconto no valor de mercado ao vendê-lo antes do vencimento. Já se os juros reais caírem para 3% ao ano, esse investidor ganhará um bom dinheiro.

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