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São Paulo - O bom momento da econômica brasileira se reflete, por exemplo, na alta dos imóveis comerciais, no consumo aquecido de produtos como carros e na valorização de cidades como Rio e São Paulo como destinos turísticos. Mas há quem diga que o Brasil vem crescendo “apesar” de uma série de problemas históricos, como a alta carga tributária, os gargalos de infraestrutura, uma velha e custosa legislação trabalhista e o nível de automação baixo para um país que hoje figura entre as maiores economias do mundo. A isso, somam-se outras questões, referentes à conjuntura atual. Externamente, o mundo ainda se recupera de uma crise, e os reflexos são a derrubada do dólar e dos preços nos países desenvolvidos, enquanto os emergentes surgem como novas estrelas do crescimento. Internamente, a inflação se equilibra, e o real se valoriza com os dólares que invadem o mercado brasileiro, atraídos pelas altas taxas de juros. O resultado? O Brasil se tornou um país caro.
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