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Imóveis | 23/02/2012 07:30

Preço dos imóveis nos EUA é o mais atrativo em uma década

Os valores médios de venda dos imóveis não param de cair há cinco anos – o que cria oportunidades para brasileiros

João Sandrini, de
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Divulgação

Condomínio em Miami

Condomínio em Miami: preços nos EUA são os mais atrativos em uma década

São Paulo – Os preços médios dos imóveis nos Estados Unidos são atualmente os mais baixos desde novembro de 2001, o que pode representar uma oportunidade para os brasileiros que planejam adquirir uma moradia em cidades como Miami ou Nova York.

Segundo dados da Associação Nacional de Corretores, o preço médio de uma residência alcançou 154.700 dólares em janeiro. Para se ter uma ideia do impacto da crise das hipotecas sobre o mercado imobiliário, em 2007 o valor médio de um imóvel era de 219.000 dólares – ou quase 42% superior ao atual.

Quando comparado aos preços brasileiros, os imóveis nos EUA parecem ainda mais atrativos. Com 265.000 reais (o equivalente a 154.7000 pelo câmbio de hoje), é quase impossível encontrar um apartamento novo de 50 metros quadrados em bairros bem-localizados de São Paulo ou do Rio de Janeiro.

Outra vantagem interessante de comprar um imóvel nos EUA são os juros dos financiamentos. Segundo reportagem publicada ontem no Wall Street Journal, empréstimos imobilários para pagamento em 30 anos embutem uma taxa fixa média de 3,87% ao ano.

Isso quer dizer que mesmo quem tem o dinheiro no bolso para realizar a aquisição à vista pode deixar os recursos aplicados em títulos públicos do governo brasileiro e usar os juros recebidos para pagar as prestações nos EUA, botando parte dos lucros no bolso. 

Para que não haja risco de perda com a operação, é recomendável fazer hedge contra a variação cambial com a compra de contratos futuros de dólar na BM&FBovespa. Mesmo com esse custo adicional, a diferença de juros nos dois países é tão grande que a operação ainda valerá a pena.

Os preços nos Estados Unidos continuam deprimidos porque os americanos não estão conseguindo pagar suas hipotecas. Cerca de 4 milhões de residências foram retomadas pelos bancos desde o início da crise em 2008. Esses imóveis são aos poucos colocados à venda pelos bancos, elevando a oferta. O número de casas em construção ou que ficarão prontas nos próximos meses também é elevado.

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