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Orçamento | 01/08/2012 07:05

O que fazer para não gastar tudo que ganho?

Internauta quer dicas de como salvar seu dinheiro de gastos que ele sequer controla

Editado por Julia Wiltgen, de

Stock.xchng

Homem segurando uma carteira

É preciso ter controle estrito de tudo que entra e sai da sua carteira

Pergunta do internauta: Após ler muitas reportagens sobre como guardar dinheiro, investir e não gastar tudo, continuo confuso e gastando tudo que ganho. Hoje tenho um salário de 2.700 reais mais comissões mensais que variam entre 1.200 e 2.000 reais. Meu gasto mensal é de apenas 1.780 reais (400 reais de aluguel, 450 de faculdade, 330 reais de prestação do carro e 600 reais do cartão). O resto eu não tenho ideia de onde vai parar. Estou ficando preocupado, pois tenho 26 anos e ainda não tenho meu apartamento. O que eu devo fazer para salvar um pouco do meu dinheiro?

Resposta de Cássia d'Aquino*:

De maneira geral, três destinos se apresentam ao dinheiro da gente: gastá-lo, poupá-lo ou investi-lo. O melhor conselho que se pode dar a respeito destas três possibilidades é o seguinte: gaste com sensatez, poupe com regularidade e invista com prudência.

É verdade que nem sempre é fácil seguir esse conselho. Mas é verdade também que um orçamento bem elaborado permite encontrar maneiras de distribuir o dinheiro entre as três categorias. Além disso, é ele que nos ajuda a avançar do ponto em que estamos agora para a realização das metas financeiras que planejamos para o futuro.

O primeiro passo para a construção de um orçamento consiste em acompanhar de perto o dinheiro que “entra” e o dinheiro que “sai” do nosso bolso. Este acompanhamento ajuda a descobrir se as despesas são superiores à renda. Serve também para ajudar a identificar onde se pode cortar gastos ou encontrar maneiras de poupar mais.

A partir desse ponto será possível definir metas financeiras realistas. Algumas dessas metas serão de curto prazo e poderão ser alcançadas rapidamente. Algumas outras exigirão um prazo maior. Assim que você tiver definido suas metas prioritárias, descubra o custo de cada uma e estabeleça um prazo para alcançá-las. Em seguida, calcule quanto vai precisar poupar todos os meses a fim de alcançá-las. Se o valor for maior do que você acredita poder destinar em seu orçamento, faça ajustes. Amplie o prazo de poupança, encontre maneiras de reduzir o custo imaginado ou - paciência! - altere a meta.

*Cássia D’Aquino é autora de diversos livros sobre educação financeira e consultora em projetos do Banco Central, Banco Nacional de Angola, BM&FBovespa, Febraban e United States Agency for International Development (USAID).

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