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Por volta dos 5 anos o filho já é capaz de fazer pequenas compras. Na padaria, por exemplo, você pode incentivá-lo a pedir e pagar pelo pão. Observe de longe enquanto ele cumpre a tarefa sozinho. Depois, fale sobre os valores, pergunte quanto ele entregou no caixa e peça que confira o troco.
Por volta dos 6 anos a criança pode começar a cuidar do próprio dinheiro. Se for possível, dê uma semanada e combine com ele quais gastos devem sair dali – por exemplo, o lanche da escola. Se o dinheiro acabar antes, não faça adiantamentos, sugira que o lanche seja levado de casa.
A partir dos 7 anos o filho já pode atrelar a conquista de algo que ele queira muito a algum objetivo da família. Por exemplo, a redução da fatura de energia elétrica. Você pode mostrar a conta para a criança e explicar que o valor é alto porque vocês estão fazendo disperdício, uma vez que muitas vezes as lâmpadas ficam ligadas sem ninguém no ambiente ou aquele aparelho de TV que ninguém está assistindo. Se ela ajudar a apagar as luzes, o valor da conta vai diminuir e vai sobrar dinheiro no final do mês para comprar o que ele quer. É uma boa oportunidade para ensinar o filho a planejar consumo. Esperar, poupar e ajudar com uma finalidade une a família e gera comprometimento. Com o tempo, colaborar e não cultivar desperdícios irá se tornar um hábito que será levado para toda a vida.
Independente da idade deles, seja claro ao responder aos pedidos dos filhos com “não posso dar” ou “posso dar, mas não quero”.
Longe de se sentir culpado por não realizar de imediato os sonhos de consumo deles, lembre que, ao incentivá-los a conquistar o que desejam, você os ensina também a suportar frustrações, a lidar com expectativas e a se empenhar para alcançar um objetivo. Pais que dão tudo que os filhos querem acabam tirando deles a oportunidade de desenvolver uma importante habilidade: a garra para superar os desafios.
Em todas as idades, educação é o melhor investimento. Vale para os filhos e para a família como um todo.
*Celina Macedo é doutora em Linguística com pós-doutorado em Psicologia Cognitiva pela Université Libre de Bruxelas, onde trabalhou com as Percepções Subliminares do Dinheiro. É professora do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), conselheira do Instituto de Educação Financeira e autora do livro “Filhos: seu melhor investimento” (Campus/Elsevier).
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