Aguarde...
Renda fixa Fundos de inflação ainda valem a pena?
Renda fixa É arriscado trocar CDB por papéis isentos de IR?
Família Como doar um imóvel para um dos meus filhos?
Ações Invisto em ações de small caps diretamente ou por fundos?
Aposentados Como preservar meu R$ 1,5 milhão agora que me aposentei?
Herança É possível doar imóvel para evitar que herdeiros o recebam?
Ações Quando a empresa paga dividendos e que acionistas recebem?
Aplicações Onde investir para um prazo inferior a um ano?
Longo prazo Qual o melhor investimento para o meu filho pequeno?
Aposentadoria Qual o percentual de ações ideal em um plano de previdência?
Family Offices são destinados a quem tem a partir de 5 milhões de reais
Dúvida do internauta: Tenho aplicações em renda fixa, em Letras de Crédito Imobiliário (LCI), ações, titulos públicos, depósitos na poupança e imóveis. O total desse patrimônio chega a 5 milhões de reais. Gostaria de fazer uma melhor organização desses investimentos. É melhor fazer por Private Bank ou Family Office? E qual a diferença entre eles?
Resposta de Fabiano Pessanha*:
Após a entrada do Plano Real e o controle da Inflação, o mercado financeiro brasileiro passou por diversas mudanças em sua regulamentação. Surgiram títulos de prazos mais longos, novos instrumentos derivativos, enfim, um aumento da profundidade e abrangência do mercado financeiro. Novas classes de fundos foram criados, facilitando a gestão patrimonial dos clientes e a realização de seu planejamento sucessório.
Era o cenário necessário para o crescimento de estruturas como as Family Offices e os Private Banks no Brasil, a partir do crescimento da gestão profissional de investimento de clientes com patrimônio elevado.
De forma geral, as estruturas de Private Banks (private) e dos Family Offices (family) oferecem o serviço de consultoria e gestão patrimonial, pessoal ou familiar, com o objetivo de perpetuação do patrimônio e sua transição para novas gerações. Esses serviços são voltados para clientes com investimento superior à um milhão de reais, no caso dos private banks, e de 5 à 10 milhões de reais nos family offices. Hoje, segundo dados da ANBIMA, este mercado corresponde a 50.000 clientes, com 434 bilhões de reais em ativos sob gestão.
Enquanto o termo “private bank” em geral é utilizado para estruturas montadas em bancos comerciais e de investimentos, as family offices possuem uma característica mais holística. Além da característica dos “private”, elas possuem um modelo de investimento independente combinado a uma “arquitetura aberta”, que possibilita alavancar o relacionamento com os melhores prestadores de serviço do mercado, sem necessariamente estar ligado a um único conglomerado financeiro. Elas podem ser oferecidas a uma única família, ou a várias (Single ou Multi-Family Offices).
Um bom exemplo de uma Family Office é a F.O. Rockefeller, criada nos EUA para a família Rockefller a partir do séc. XIX. No Brasil esta estrutura é ainda recente.
Para a sua necessidade e com este patrimônio alocado em diversos ativos se faz relevante analisar se é alta a sua confiança em relação ao banco comercial, e se você tem interesse em permanecer com esta instituição por muitos anos. Caso contrário, analise a estrutura de uma family office e seu relacionamento com os clientes.
Um bom começo é analisar o corpo de consultores financeiros das duas estruturas, verificando, além da customização de suas demandas, a qualificação de seu corpo de atendimento. A certificação CFP de Planejador Financeiro já é considerada um diferencial para este perfil de cliente.
*Fabiano Pessanha, CFP é gerente comercial da Geração Futuro Corretora de Valores e possui a certificação CFP® (Certified Financial Planner) concedida pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF).
Mande a sua dúvida para seudinheiro_exame@abril.com.br.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados