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Ficar no vermelho não precisa ser um martírio, desde que seja feito com organização
São Paulo - A regra número 1 para manter o orçamento familiar sob controle é não gastar mais do que ganha. A máxima vale tanto para quem ganha 1.000 quanto para quem tem renda de 1 milhão de reais por mês (clique aqui e entenda como o ator Nicolas Cage gastou toda sua fortuna mesmo cobrando cachês milionários).
Mas existem algumas situações em que estourar o orçamento não necessariamente deve se tornar um martírio. Desde que isso seja feito de maneira organizada e planejada, não levará você a se atolar em dívidas. É lógico que o ideal é que se viva com gastos menores que os ganhos sempre. No entanto, direcionar um pouco mais que a renda pode ser inevitável em algumas fases de sua vida, principalmente em casos de uma reforma ou a construção de uma casa ou para se investir mais na própria empresa. "Cada um deve fazer uso do seu próprio bom senso para avaliar se é hora de gastar mais que o orçamento permite", explica a consultora financeira Evanilda Rocha.
A regra é que o endividamento tem de valer a pena. Um grande problema é que as pessoas têm o costume de entrar no vermelho por conta do consumo exacerbado - e não por uma necessidade real. Para o planejador financeiro Álvaro Dias, viagens ou trocas de um carro por outro são exemplos de gastos que poderiam ser adiados para um momento de fartura de dinheiro.
Sem planejamento, o que era para ser um endividamento por um curto espaço de tempo impede o fechamento das contas do mês no azul. A única saída, então, torna-se a busca por linhas de crédito que podem embutir taxas de juros altas demais.
"Tem que avaliar o motivo do endividamento. Um curso que possa trazer vantagens profissionais, o financiamento de um novo imóvel ou mesmo um carro novo que possa trazer benefícios profissionais são motivos justificáveis para uma dívida", afirma Dias. A regra, no entanto, é sempre economizar e pagar à vista, diz ele.
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