Aguarde...
Valor máximoINSS reduz teto para juros de crédito consignado
CréditoOs "bons" e os "maus" parcelamentos
Na práticaJuros dos financiamentos afinal não caíram
ImóveisHSBC lança consórcio para a alta renda
CompulsãoOs Alcoólicos Anônimos de quem se endivida demais
CréditoVale a pena migrar financiamento de imóvel para a Caixa
BancosBanco do Brasil reduz juros de cheque especial para pessoa física
CréditoÉ difícil conseguir juro menor em banco, diz Proteste
CréditoComo obter o menor juro para o seu empréstimo
Cartões: quem não sabe usar o plástico direito pode ter de pagar um custo muito alto
São Paulo – A maior parte dos brasileiros já está careca de saber que os cartões de crédito costumam ser a forma mais cara de financiar uma compra – a não ser nos casos em que a loja oferece a opção do parcelamento sem juros. Segundo pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), a taxa média de juros dos cartões alcançou 238,3% em dezembro. Ainda que percentuais tão altos não sejam encontrados em nenhuma outra economia minimamente organizada, essa taxa ainda poderia ser considerada moderada quando comparada às de alguns cartões específicos do mercado brasileiro.
No caso dos plásticos oferecidos pela rede de supermercados Carrefour, os juros máximos que podem ser cobrados dos clientes que não pagam a fatura na data do vencimento podem chegar a até 18,59% ao mês - ou 637% ao ano. Mas não é só isso. Considerando o IOF (imposto federal cobrado sobre operações financeiras), os juros de mora de 1% ao mês e a multa de mora de 2%, o custo efetivo de financiar uma compra com um cartão de crédito do Carrefour chega a um percentual impressionante de 1.044,20% ao ano (clique aqui e veja todos os custos).
Isso quer dizer que alguém que não paga uma fatura de 1.000 reais hoje terá de desembolsar mais de 11.000 reais para quitá-la daqui a 12 meses. Para efeito de comparação, o investidor que aplica os mesmos 1.000 reais na caderneta de poupança ganharia cerca de 70 reais no período - ou menos de 1% do que o Carrefour fatura colocando o mesmo dinheiro para trabalhar.
Parece razoável supor que esses juros seriam apenas os de tabela e que, em caso de inadimplência, o Carrefour abriria mão de parte dos encargos e aceitaria um acordo que permitisse o pagamento da dívida por um valor intermediário, que coubesse no bolso do cliente. No site Reclame Aqui, entretanto, é possível encontrar consumidores que dizem ter cometido o erro de não pagar faturas com o cartão Carrefour e que não conseguiram nenhuma facilidade da loja ao tentarem renegociar os débitos.
Para Reginaldo Gonçalves, coordenador do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Santa Marcelina, juros que superam 1.000% são emblemáticos para mostrar quão nocivos podem ser os cartões de crédito quando mal utilizados. A popularização do cartão de crédito em si não é o problema. Mesmo um plástico como o do Carrefour oferece uma série de vantagens, como períodos de até 40 dias para pagar as compras sem juros, descontos exclusivos para portadores do cartão ou maiores prazos de parcelamento para a compra de determinados itens.
Essas são exatamente as vantagens realçadas pela loja na hora de convencer o consumidor a contratar o serviço. O problema, diz Gonçalves, acontece quando o consumidor se deixa ludibriar pelas facilidades de aprovação de crédito concedidas pelos cartões e faz dívidas que crescem como uma bola de neve até que se tornam completamente impagáveis.
Entre as “facilidades” que sempre devem ser evitadas, estão o pagamento apenas da parcela mínima da fatura (que, por lei, é de 15% no Brasil), deixando o resto para ser financiado no chamado crédito rotativo. A fatura deve ser 100% quitada todos os meses. Outra opção do cartão que é muito fácil de contratar e bem difícil de pagar é o saque de dinheiro em caixas eletrônicos (juro de 15,99% ao mês mais IOF no caso do cartão do Carrefour). Muitos cartões de loja também incluem, além de juros e impostos, tarifas por serviço e anuidades, que encarecem ainda mais as operações.
Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados
Para deixar um comentário você precisa se identificar. Escolha um dos tipos de identificação abaixo:
com Abril ID
Termos de uso | Comentários sujeitos a moderação
Rogério Gonçalves
18,59% a.m., a taxa equivalente ao ano efetiva não seria 673,70? Ao contrário de 637? Fica aí uma dúvida...
02.02.2012 | Ler comentário completo |
Fagner Mascarenhas Ribeiro
Isso é agiotagem legalizada. Assalto a mão armada. Crime hediondo. Isso fere até os direitos humanos...
24.01.2012 | Ler comentário completo |
Fabrízio Michelon
Isso sim que é uma fria. E o Banco Central é conivente. De qualquer maneira, me parece que quem vende...
24.01.2012 | Ler comentário completo |