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2 - Reúna a família e converse sobre a compra. Defina a localização que atende ao interesse de todos e o valor que pode ser desembolsado. Explique as reais condições financeiras da família. Caso a aquisição implique em sacrifícios financeiros de todos, é melhor deixar isso bem claro. Crianças a partir de sete anos já são capazes de entender que, para realizar o sonho de longo prazo da compra do apartamento, pode ser necessário adiar a compra de um videogame de última geração ou a tão sonhada viagem para a Disney. Todos os membros da família têm que chegar a uma conclusão sobre o que pode ser sacrificado e o que ninguém está disposto a abrir mão para que um objetivo maior seja atingido.
3 – Quem mora em um imóvel alugado e, após a simulação, chegou à conclusão de que a prestação do financiamento para a compra do apartamento próprio custaria a mesma coisa que a mensalidade do aluguel tem um motivo a menos para se preocupar. Afinal, aparentemente não haverá um grande incremento de despesas. Mas um possível problema aparece quando o imóvel é adquirido na planta. Até que fique pronto, o comprador terá de arcar com o aluguel e as parcelas, além das diversas despesas extras no momento da entrega das chaves. As contas para chegar a conclusão se a compra do imóvel é ou não viável devem incluir todos esses custos. A mesma prudência é indicada para quem quer comprar um imóvel usado, mas que deverá passar por uma longa reforma antes que possa ser ocupado.
4 - Lembre-se que o financiamento de um imóvel é considerado uma dívida de valor. Realizar os pagamentos é imprescindível para não perder a propriedade. Assim que o salário ou os rendimentos chegarem à conta corrente, o primeiro pagamento que deve ser feito é o da parcela do financiamento da residência. Só depois outros gastos mensais devem ser realizados. Já o consumo que não é considerado de primeira necessidade (roupas, sapatos, acessórios, celular, viagens, etc) é o primeiro a ser cortado. Pode ser que também seja preciso dar um passo atrás. Vender o carro é uma das opções. Mesmo a venda do imóvel deve ser analisada com maturidade se não houver outro jeito.
5 - Cuidado com o valor do imóvel que será comprado e veja se o valor se adequa ao verdadeiro padrão de vida. Considere apenas o salário ou os rendimentos líquidos (já descontados os impostos) para calcular o percentual que será comprometido pelo financiamento. Ainda que toda a família possa fazer pequenos sacrifícios financeiros durante alguns meses para atingir um objetivo maior, ninguém consegue viver com menos dinheiro do que necessita por longos períodos de tempo.
6 - Tenha sempre uma reserva estratégica de dinheiro. Todo mundo está sujeito ao desemprego, a impactos de ciclos ruins da economia nos negócios e a doenças na família. Ter algum dinheiro guardado nessas horas ajudará a honrar todos os compromissos financeiros importantes já assumidos. Em geral, é melhor manter um pouco de dinheiro em investimentos com liquidez e baixíssima volatilidade, como a poupança, os fundos DI, Tesouro Direto e algum CDB. Geralmente, a melhor de todas essas opções é o Tesouro Direto. Com liquidez semanal, a pessoa pode aproveitar uma das maiores taxas de juros nominais do mundo: a dos títulos públicos brasileiros. A bolsa não é o lugar adequado para aplicar o dinheiro da reserva de emergência. Só o dinheiro que não será usado nem no curto nem no médio prazo deve ser colocado em investimentos mais agressivos.
7 - Caso não esteja conseguindo pagar a prestação da casa própria, é preciso rever imediatamente os gastos. As pequenas despesas que somadas podem levar uma família ao desequilíbrio financeiro precisam ser cortadas Uma faxina financeira costuma mostrar que entre 20% e 30% dos gastos de uma família simplesmente não são essenciais. No médio prazo, é preciso pensar também em formas de elevar os rendimentos. Só depois que esse objetivo for atingido é que a pessoa poderá começar a retomar o antigo padrão de consumo.
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