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Financiar um carro é o clássico exemplo de como o efeito dos juros pode pesar no bolso, quando seria possível formar uma boa poupança em um tempo absolutamente razoável. Suponha que você deseje comprar um carro que custe na faixa dos 40.000 reais.
O caminho mais barato: você investe 1.000 reais por mês em uma aplicação de renda fixa que rende 0,8% ao mês líquido. Em 35 meses – cerca de três anos – você terá 40.000 reais.
O caminho mais caro: você financia, sem entrada, um carro de 40.000 reais nos mesmos 35 meses. Com uma taxa de juros de 2,20% ao mês – a média do financiamento automotivo nacional – o seu carro vai sair por nada menos que 57.774,67 reais.
E esse é apenas o efeito dos juros, sem considerar o Custo Efetivo Total (CET) do financiamento, que inclui outras despesas, como o IOF. No fim das contas, você sai dirigindo um Novo Gol 1.6 (foto) pelo preço de um Honda City.
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