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Quanto mais informações o comprador tiver, melhor será a negociação do preço do carro
São Paulo - O anúncio das medidas de estímulo ao consumo de veículos pelo governo deixam o momento mais propício para a compra de um automóvel. Houve redução do IPI para compra de automóveis, sendo que os carros de até 1000 cilindradas chegam a ser isentos da cobrança e os bancos poderão utilizar até R$ 18 bilhões a mais nas operações de crédito para financiamento de veículos leves.
Se você ficou empolgado porque já queria comprar um carro, mas ficou ao mesmo tempo apreensivo porque será o seu primeiro veículo, as dicas a seguir mostram o passo a passo para quem quer comprar um carro pela primeira vez:
1. Avaliar a capacidade financeira
Ainda que a economia esteja em uma boa fase, que os juros estejam baixos e as oportunidades de financiamento estejam boas, o principal critério para avaliação de quanto poderá ser gasto para a compra do carro deve ser a renda mensal. “É importante que se tenha ideia pelo menos do salário nos próximos três anos, que é o prazo médio de um financiamento do automóvel”, orienta Hsia Hua Sheng, professor de finanças da Fundação Getúlio Vargas.
A seguir, deve-se avaliar qual é o comprometimento do salário que pode ser feito com o financiamento. Isto varia de acordo com as despesas fixas. No caso de um jovem que mora com os pais, por exemplo, e por isso não tem tantas contas a pagar, o comprometimento pode ser maior do que o de um jovem que mora sozinho.
Sheng sugere que do salário total sejam subtraídos os gastos fixos - como aluguel de apartamento, mensalidade escolar, contas de luz, água e alimentação - e do montante que restar, metade deve ser reservada para alguma emergência e a outra metade deve ser destinada às parcelas e outros gastos relacionados ao carro, como seguro, gasolina e estacionamento. Assim, um jovem que tem um salário de 3.000 reais e tiver 1.000 reais de gastos fixos, terá 1.000 reais reservados para imprevistos e 1.000 reais para dividir entre o pagamento do carro e os novos gastos gerados por ele. Neste caso, portanto, ele deveria pensar em um parcelamento de, no máximo, 500 reais.
Segundo o professor, na hora de planejar qual é o valor destinado à parcela, é essencial pensar nestes gastos para manter o automóvel. “Muita gente esquece de pensar nisso, mas com um carro, o padrão de consumo vai ser muito maior, a pessoa passa a frequentar mais lugares, ela tem o consumo de gasolina, o estacionamento e por isso a tendência é de aumento dos gastos”, diz.
2. Novo ou usado?
A principal e mais óbvia vantagem de um carro novo é que o proprietário não precisará se preocupar se ele já passou por algum acidente, se já teve algum problema mecânico, ou se ele era bem cuidado pelo antigo proprietário. O carro usado ou seminovo, por sua vez, tem como principal vantagem os preços menores, já que mesmo um carro novo, ao sair da revenda já sofre uma depreciação de 5% a 10% do seu valor.
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