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O fato de os chineses serem os mais depreciados de suas categorias, contudo, tem uma explicação comum: o preconceito com os produtos chineses e o fato de o carro ser importado. “Os produtos chineses têm uma imagem de algo descartável no Brasil. Eles são associados, por exemplo, aos produtos da 25 de Março [rua de comércio popular de São Paulo]. Por isso, perdem até mesmo de outros importados”, explica o diretor da Auto Informe, Joel Leite.
E pelo fato de serem carros importados, quando eles precisam passar por um reparo ou uma reposição, as peças são trazidas de fora e podem demorar a chegar no Brasil. É justamente por isso que algumas montadoras preferem já vender o carro completo.
Além disso, como as chinesas ainda são relativamente novas no país – marcas como Chery e JAC, chegaram há menos de quatro anos – é mais difícil encontrar oficinas especializadas nas marcas e concessionárias do que em relação aos nacionais. Na hora de comprar um usado, as concessionárias costumam buscar em outras lojas os mesmos modelos para avaliar se estão fazendo um bom negócio. Sem uma boa base de comparação, algumas acabam desmotivadas a concretizar a compra.
Outros importados também costumam sofrer maior desvalorização por estes motivos, mas o “preconceito” deprecia mais os chineses do que os coreanos e japoneses. Leite acredita, porém, que assim como os outros asiáticos, os chineses também devem cair no gosto dos brasileiros com o tempo. “No começo dos anos 1990, os japoneses eram vistos como os piores carros. Depois chegaram os coreanos e tiveram muito preconceito. Quem tinha carro da KIA precisava explicar por que comprou o carro e hoje o coreano é um carro de grife”, compara.
Prós: Baixo valor de compra, fartura em itens de série, garantia estendida
Se a intenção é trocar o carro em pouco tempo, os chineses não são uma boa opção para o comprador, que pode se desapontar com o baixo valor de revenda. No entanto, se a intenção é ficar com o carro por alguns anos, a compra pode valer a pena do ponto de vista financeiro.
Em primeiro lugar, eles são muito mais fartos em itens de série do que os nacionais. “O chinês é um carro que vem completo de fábrica ao preço de um carro popular pelado. O consumidor se sente valorizado: tudo que as grandes montadoras não deram estes anos, eles estão ganhando com o chinês”, avalia Leite.
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