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Torre Eiffel, na França, é um dos destinos turísticos mais procurados pelos brasileiros no exterior.
São Paulo - Enquanto a crise fiscal nos países mediterrâneos já faz os europeus discutirem a viabilidade da existência de uma moeda comum, os brasileiros só têm motivos para sorrir com a possibilidade de viajar para a Europa a preços bem mais convidativos. Com a crise, o euro, que chegou a valer 4 reais em 2003, agora é cotado ao redor de 2,40 reais. Isso significa que está bem mais barato para os brasileiros pagar contas no velho continente. E a expectativa do setor de turismo é que o número de brasileiros que vão viajar para a Europa neste ano tenha um crescimento de mais de 25%, segundo a Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa).
Além do próprio efeito do câmbio sobre os preços, a crise que atingiu com força o hemisfério norte causou uma redução no número de europeus que viajam dentro do continente. Tal fato fez com que as operadoras de turismo europeias tivessem de focar em outros mercados, baixando os preços dos serviços que são vendidos às operadoras brasileiras.
"O mercado de viagens para fora do país está aquecido, e essa queda de preços vai influenciar no aumento de pessoas que procuram a Europa como destino para suas férias", diz José Eduardo Barbosa, presidente da Braztoa. Desde abril, os pacotes acumulam uma queda de preços de 6%. "Para quem tem a oportunidade de viajar, os preços estão mais baratos tanto para estadia quanto para alimentação e ingressos para as atrações", diz Barboza.
Na Stella Barros, uma das maiores agências de turismo do Brasil, a procura por pacotes para a Europa cresceu 35%. Praticamente já não há opções para as férias de julho. "Já estamos, inclusive, lançando pacotes para a semana da criança e para as férias de dezembro e janeiro", diz Marcello Neves, gerente comercial da Stella Barros Turismo.
Expectativas do mercado
Para quem aposta que o euro deve ficar ainda mais barato e que será possível viajar para a Europa no futuro pagando ainda menos, saiba que essa também é a expectativa dos analistas de mercado. O déficit fiscal da Grécia, que equivale a 13% do PIB, e o possível contágio da crise nos outros países da zona do euro, como Portugal e Espanha, devem causar uma desvalorização ainda maior da moeda até o final do ano.
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