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Planejar a partilha da herança poupa a família de gastos e preocupações
São Paulo - O assunto é delicado e para muita gente é tabu. Mas quem chega à aposentadoria com um bom patrimônio precisa começar a pensar em como irá transmiti-lo a seus entes queridos, pois dificilmente irá consumir todos os seus bens. O melhor é não adiar a decisão, pois, em muitos casos, realizar a partilha em vida sai mais em conta para os herdeiros e evita conflitos familiares e processos arrastados.
É normal que as pessoas fujam de assuntos relacionados à morte, mas planejamento financeiro também pressupõe pensar no conforto e na tranquilidade de toda a família. Aposentados que conseguiram acumular bens durante a vida ativa devem ter em mente que inventariar seu patrimônio não vai dar apenas trabalho, mas também gerar uma série de despesas e talvez discordâncias entre seus parentes em um momento de grande fragilidade emocional.
Um processo de inventário pode ser demorado e caro, mas é possível evitá-lo. Para isso, é preciso planejar. Realizar o que juridicamente se chama de partilha em vida é uma forma inteligente de economizar e diluir despesas, além de possibilitar maior liberdade na distribuição dos bens aos herdeiros. Isso é particularmente interessante para quem tem grandes fortunas, quer ajudar um filho mais necessitado, deseja incluir entre os herdeiros um ente querido que não seja da família ou mesmo deixar bens para a caridade, seja em forma de doação ou por meio de uma fundação.
Por que partilhar em vida
Doar os bens ainda em vida tem três vantagens principais. A primeira é poupar a família de dores de cabeça com um processo de inventário, que pode ser desgastante e demorado. Principalmente porque reunir toda a documentação necessária pode ser um verdadeiro desafio. Mas para isso é preciso que todo o patrimônio seja transferido ainda em vida. Caso contrário, haverá inventário de qualquer maneira.
A segunda é a economia em relação ao inventário, pois o doador fica livre dos pesados honorários advocatícios, das custas judiciais, e ainda pode diluir as despesas ao longo do tempo, transferindo seu patrimônio aos poucos para os herdeiros.
A terceira vantagem é a liberdade. É possível doar qualquer bem para qualquer pessoa ou entidade, sem limite de valor e, em geral, sem cobrança de Imposto de Renda. Já no inventário não é possível deixar bens para instituições ou para pessoas que não sejam da família, a menos que haja testamento.
Compare os custos e entenda por que doar em vida é normalmente mais barato que abrir um inventário.
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