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INSS | 19/08/2010 15:22

Por que vale a pena contribuir com a Previdência Social

Deixar de pagar o INSS embute a perda de diversos benefícios que não serão concedidos por planos privados de previdência; sabia como funciona cada um deles

Posto de atendimento da Previdência Social

Licença maternidade e aposentadoria por invalidez estão entre os benefícios da Previdência Social

São Paulo - Muito se fala em déficit da Previdência, na conta que não fecha, em má administração dos recursos e nos reajustes insuficientes para os aposentados. Seja como for, é desse sistema de seguridade social que dependem milhões de brasileiros. Ainda que seus valores sejam modestos, as aposentadorias, pensões e auxílios pingam pontualmente na conta dos segurados que preenchem os requisitos para recebê-los.

Todas as pessoas que exercem atividade remunerada precisam contribuir para a Previdência Social, não só para ter direito a se aposentar, mas também para ter acesso a uma série de outros benefícios que visam a garantir o bem-estar dos trabalhadores e de suas famílias nas horas mais difíceis em termos financeiros. Alguns desses benefícios, como o salário-maternidade, não são garantidos por planos privados de previdência.

Trabalhadores de carteira assinada e alguns prestadores de serviço não têm como escapar da contribuição, pois o desconto é efetuado na folha de pagamento pelo empregador. A mordida mensal pode parecer alta demais em relação ao baixo valor dos benefícios garantidos, o que pode levar profissionais que devem se dispor a contribuir a preferir fugir da contribuição para montar seu próprio plano de previdência privada. Isso equivale, porém, a cair na informalidade e perder o direito a qualquer benefício, o que pode não ser muito interessante.

O planejador financeiro Francis Brode Hesse lembra que a contribuição para o INSS não deve visar ao retorno financeiro, mas a segurança em caso de adversidade, principalmente para quem ganha um salário mais baixo, de até 1.500 reais. Para o especialista em finanças Gustavo Cerbasi, contribuir para o INSS é uma questão de se resguardar em relação ao futuro. "O INSS pode até entrar em déficit, mas não chega a quebrar", diz Cerbasi.

Ele lembra, no entanto, que os profissionais que não têm carteira assinada podem se beneficiar da flexibilidade que a Previdência Social lhes garante.  "É melhor contribuir com o mínimo possível, para garantir os benefícios e uma renda segura lá na frente, e investir paralelamente em previdência privada", aconselha. (Entenda o funcionamento dessa regra no item "Categorias de segurados").

Clique nas opções abaixo para conhecer as diferentes categorias de contribuintes, faixas de contribuição e os benefícios da Previdência Social brasileira afora as aposentadorias regulares.

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