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Mitri, 65 anos, aposentou-se há mais de 10 anos, no entanto preferiu continuar na ativa
São Paulo - Para a maioria das pessoas, a aposentadoria marca o fim de uma longa trajetória no mercado de trabalho. Já não é pequeno, no entanto, o número de indivíduos para quem a aposentadoria significa apenas o início de uma fase de crescimento e busca de objetivos ainda não concretizados na vida profissional. São pessoas que, seja por paixão pela profissão ou pela vontade de manter-se ativo, optam por continuar trabalhando mesmo ao ultrapassarem a idade de aposentadoria.
O engenheiro Fernando Mitri, de 65 anos, faz parte do grupo dos aposentados que continuam na ativa. Aposentado há cerca de 10 anos tanto pelo INSS quanto pela IBM Brasil, empresa em que ocupou o cargo de presidência, Mitri é atualmente sócio-diretor de uma consultoria, membro de conselhos de administração de empresas como a Schincariol e a Positivo Informática, além de coordenador do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) nos estados do Paraná e de Santa Catarina.
O fôlego para continuar na ativa não tem relação com o bem-estar financeiro. Segundo Mitri, a decisão de se manter no mercado de trabalho foi baseada em um plano de vida, traçado cuidadosamente ao longo dos 33 anos de carreira em uma empresa multinacional, e que previa certos objetivos ainda não atingidos antes da aposentadoria.
Mitri almejava trabalhar em uma empresa menor, que tornasse a vida profissional mais dinâmica e que envolvesse mais riscos, "Quis concluir essa etapa, pois, trabalhando em uma grande corporação, você acaba não tendo a chance de experimentar este outro lado da vida profissional", comenta.
A busca por novos desafios fez com que Mitri nem considerasse parar de trabalhar. Ao contrário, foi a motivação necessária para que investisse sua experiência em uma empresa de consultoria própria. Em sua opinião, montar um negócio é revitalizador, além de contribuir para novas descobertas.
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