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Aposentadoria | 12/12/2011 07:03

IR é atrativo de planos de previdência

Rentabilidade não é alta, mas planejamento permite ao investidor pagar o mínimo de imposto

Michelle Kwajafa/SXC

Leão adormecido

Planos de previdência permitem adiar o IR, mas é preciso fazer planejamento tributário

São Paulo – O fim do ano se aproxima, e nessa época os bancos aproveitam para oferecer a seus clientes planos de previdência com benefício tributário, os PGBLs e VGBLs. EXAME.com já mostrou que, comparados a fundos de investimento comuns, esses planos só são vantajosos caso o dinheiro fique aplicado por cerca de 15 anos. No entanto, quem realmente procura um fundo para o longo prazo, deve saber se planejar para aproveitar o benefício tributário.

Os Planos Geradores de Benefício Livre (PGBLs) permitem ao contribuinte abater o investimento do IR em até 12% da renda tributável. O imposto é pago apenas no resgate e incide sobre todo o montante acumulado ao longo dos anos. Já os planos chamados Vida Gerador de Benefício Livre (VGBLs) não permitem esse abatimento, mas, na hora do resgate, o IR é cobrado apenas sobre a rentabilidade.

Essa forma de tributação é uma vantagem sobre os fundos de investimento comuns, nos quais o IR incide semestralmente na forma do come-cotas. Nos fundos de previdência, o dinheiro que seria destinado aos impostos continua rendendo com o passar dos anos. A principal desvantagem desses planos, porém, é a cobrança de uma taxa de carregamento a cada aporte – fora a taxa de administração anual.

Cuidado para não pagar IR duas vezes

A escolha entre um PGBL ou um VGBL depende principalmente do tipo de declaração de Imposto de Renda utilizada. O PGBL é destinado apenas para quem usa a declaração completa do IR, na qual é possível abater as despesas dedutíveis. Caso utilize a declaração simples, o investidor de um PGBL vai, na prática, pagar imposto duas vezes: a primeira no ato do investimento, pois as aplicações entrarão no bolo da sua renda tributável; e a segunda nos resgates, já na época da aposentadoria.

A armadilha das simulações

Ao vender um plano de previdência, bancos e seguradoras simulam a contribuição mensal necessária ao fundo para que se tenha a renda desejada no futuro. Para isso, estima-se a rentabilidade, estipula-se o tempo de investimento e descontam-se as taxas e o IR. Além disso, é determinado se o investidor vai resgatar tudo de uma vez, ou se vai receber o dinheiro em forma de benefícios mensais, que podem ser vitalícios ou por tempo determinado.

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