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Encerrando a carreira | 19/08/2010 17:54

Gustavo Borges conta como se aposentou aos 31 anos

Para quem acha difícil se organizar para aposentar aos 60, ex-atleta mostra que é possível se preparar para o fim de um ciclo com muito menos tempo

Para Gustavo, é importante ter um bom plano de transição ao aposentar-se

Para Gustavo, é importante ter um bom plano de transição ao aposentar-se

 

São Paulo - Planejamento é a palavra de ordem para que, após o término da carreira, se aproveite a vida de maneira saudável e despreocupada. Estar aposentado significa, para muitos, o momento no qual fazer nada ou fazer apenas o que se tem vontade são as únicas regras. E para conseguir se manter financeiramente estável durante esta fase, organização é fundamental.

É preciso investir, com o máximo de antecedência possível, em planos de previdência ou economizar para garantir uma boa renda mensal sem correr o risco de esgotar as reservas ou ter de baixar o padrão de vida (Saiba como é possível organizar as finanças para aproveitar a aposentadoria). Projetar cenários realistas de aposentadoria, pensar em objetivos que ainda se quer atingir ou mesmo considerar encarar novos desafios profissionais na terceira idade (Clique aqui e conheça quem já se aposentou mas continua a trabalhar) são algumas das possibilidades que devem ser avaliadas.

A lista de coisas a serem consideradas e pesadas, ao longo da vida economicamente ativa, é longa, mas, no caso dos profissionais convencionais, o tempo está sempre a favor. Para que uma pessoa se aposente, são necessárias décadas de trabalho, o que garante um prazo esticado para o planejamento. Agora imagine ter de pensar em tudo isso antes dos 30 anos de idade, como é o caso de alguns atletas ou modelos, por exemplo. São profissões nas quais indivíduos que há pouco tempo atingiram a maturidade já são obrigados a pensar no que fazer após o término da carreira.

O nadador Gustavo Borges sabe bem como ter um bom plano de aposentadoria pode ajudar, e muito. Medalhista olímpico e recordista mundial de natação por quatro vezes, Gustavo também é o brasileiro com o maior número de medalhas em Jogos Pan Americanos, subiu ao pódio um total de 19 vezes, em quatro edições do evento.

Treinou, como atleta de elite da natação brasileira, durante vários anos até se aposentar, em 2004, na época com apenas 31 anos de idade. "No começo eu achava que 27 seria uma ótima idade para parar", diz. Sua aposta foi investir em uma boa formação acadêmica, em paralelo a sua atuação no esporte. Hoje em dia, além de ex-atleta de sucesso e empreendedor, Gustavo é formado em Economia.

Independente da estratégia adotada na hora de parar com o esporte, nada torna o momento de se aposentar menos delicado. "O ato de parar traz um sentimento de perda muito intenso. Afinal, há anos aquele esporte faz parte da sua vida", diz. E é por isso que ter em mente um "plano de transição", como denomina o ex-atleta, é essencial para trazer, além do conforto financeiro, o alento de ter outra atividade com a qual possa se envolver. "O que considero mais importante é ter uma clara perspectiva do que você quer ser no futuro", diz.

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