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Para se aposentar com conforto, você deve gastar menos que a rentabilidade do investimento
São Paulo – Formar a própria previdência para não depender do INSS tornou-se essencial, mas os produtos disponíveis no mercado nem sempre atendem às necessidades e expectativas do investidor. Os planos PGBL e VGBL dispõem de bons incentivos tributários, mas geralmente têm taxas altas e requerem um planejamento financeiro minucioso para serem realmente vantajosos.
Alguns especialistas rejeitam veementemente esses planos de previdência privada. Os fundos de pensão patrocinados pela empresa em que se trabalha são, de longe, os melhores investimentos para a aposentadoria, devido aos custos baixos e às contribuições do empregador. Mas quem não pode contar com um desses – ou deseja complementar o seu – pode investir por conta própria e controlar para onde vai o dinheiro que garantirá sua sobrevivência no futuro.
Veja, a seguir, as aplicações mais indicadas para quem quer formar um bom patrimônio para a aposentadoria, e quanto é preciso poupar ter um padrão de vida confortável no futuro:
1. Fundos de renda fixa: opte pelos fundos mais conservadores – com 100% dos ativos em títulos públicos – ou então com um pouco de crédito privado, no máximo 20%. Não abuse do crédito privado, pois o risco de crédito pode ser mais danoso que o risco de volatilidade. “Se o devedor der calote, o investimento vai a zero e não tem volta”, diz Alexandra Almawi, economista da Lerosa Investimentos. A rentabilidade dessa aplicação deve ficar em torno de 102%, 103% do CDI, e a taxa de administração não deve ultrapassar 1,0% ao ano.
2. Tesouro Direto: o investimento em títulos públicos via Tesouro Direto é uma forma mais barata do que os fundos para quem quer investir em renda fixa conservadora. O investimento é bastante seguro para quem deseja carregar os títulos até o vencimento, o que também é um bom mecanismo para impedir que o investidor mexa no dinheiro da aposentadoria. Aprenda a investir no Tesouro Direto.
Os títulos ideais para esse propósito são as Notas do Tesouro Nacional série B (NTN-Bs), cujos prazos podem ser bem longos, chegando a mais de 30 anos. Elas pagam um cupom que costuma oscilar entre 5% e 6%, mais a inflação pelo IPCA, preservando o poder de compra do investidor ao longo do tempo. Para fins de aposentadoria, o melhor é optar pela NTN-B Principal, em que o cupom permanece investido e o montante total só é pago no vencimento.
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