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Embora não descarte novas crises nos países ricos, Amorim sustenta uma visão otimista
São Paulo – Em recente seminário voltado para profissionais do setor de previdência privada da consultoria Mercer, o economista, comentarista de TV e colunista Ricardo Amorim, da Ricam Consultoria, traçou um cenário otimista para o Brasil dos próximos anos. Em pouco mais de uma hora de palestra, Amorim mostrou por que os investimentos de longo prazo, objeto dos fundos de previdência, vão se beneficiar muito da nova conjuntura mundial, em que os emergentes puxam o crescimento e os ricos cambaleiam e ainda correm risco de sofrer novas crises.
Por um lado, teremos que nos acostumar com juros mais baixos no longo prazo, que nos reduzirão a rentabilidade da segura renda fixa. Por outro, nossas empresas estão mais maduras, produtos financeiros diferentes já estão surgindo e, no caso dos fundos previdenciários, será possível ganhar dinheiro até com os gargalos estruturais do Brasil. Resultado: nas palavras de Amorim, o Brasil está “condenado” a crescer.
Daqui para frente, os investimentos de longo prazo se tornarão cada vez mais importantes para o crescimento do país. E para quem ainda não começou a pensar na própria aposentadoria, essa é a hora, principalmente se a intenção for aderir a um fundo de pensão ou mesmo de previdência abeta. Saiba por que:
1. Pressão sobre o preço das commodities
O principal motivo que “condena” o Brasil a crescer, diz Amorim, é a pressão que os preços das commodities devem continuar a sofrer nos próximos anos. “Os países que mais crescem no mundo são paupérrimos, têm uma população enorme e demandam muita matéria prima”, explica o economista. China e Índia serão os principais motores dessa demanda, e terão de compensar por décadas de atraso para alçar o patamar de consumo de sua imensa população a níveis mais próximos dos ocidentais. Até lá, muito minério, petróleo e alimentos pautarão esse crescimento. “Os custos de exploração do pré-sal vão se pagar. O petróleo vai continuar encarecendo”, prevê Amorim. Pressão semelhante será sentida sobre os preços dos alimentos, sendo que a produção agrícola brasileira ainda tem muito espaço para crescer.
Para quem acha que ser um grande produtor ou exportador de commodities é uma desvantagem, o economista lembra que produzir manufaturados que incorporem tecnologia já não é mais garantia de diferencial. “Tecnologia também vira commodity. Ela passa a ser reproduzida e se torna mais barata”, diz. Isso principalmente num mundo em que a demanda por produtos tecnológicos aumentou muito, em países e classes sociais emergentes, o que lhes tirou o antigo status de artigos de luxo. As matérias primas, por outro lado, nunca estiveram tão caras.
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Jose
segundo o gustavo franco o brasil tem um deficit de 20% do pib e rola esse deficit automaticamente. igual...
06.07.2011 | Ler comentário completo |