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Cuidados | 06/08/2012 07:00

10 armadilhas dos fundos de previdência privada

Os cuidados em relação às vantagens tributárias, às taxas, às simulações e aos investimentos para quem poupa para a aposentadoria

Wiros/Flickr

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Investidor deve buscar fundo barato e planejar IR para aproveitar fundos de previdência

São Paulo – Os fundos de previdência privada, sejam fechados ou abertos, têm características próprias e vantagens tributárias em relação aos investimentos comuns. Ainda assim, muita gente pode ficar em dúvida quando a empresa oferece um fundo de pensão ou mesmo quando o gerente oferece um plano tipo PGBL ou VGBL. Será que é vantajoso mesmo? Depende. Existem sim algumas armadilhas que nem sempre estão claras, mas que cabe ao investidor evitar. Quem tiver caído em alguma delas pode migrar os recursos sem custo do fundo atual para outro fundo de previdência, usando a portabilidade.

 Veja abaixo 10 dessas armadilhas dos fundos de previdência:

1. Taxas de administração altas

A regra de evitar as altas taxas de administração não vale apenas para os fundos de investimento comuns como também para os de previdência privada. A maioria dos fundos de aporte inicial baixo oferecidos no varejo cobra altas taxas. Um estudo da consultoria NetQuant, especializada em previdência, já mostrou que a taxa de administração média dos fundos de previdência de varejo que investem apenas em renda fixa é de 2,85% ao ano. Essa taxa é mais alta do que a média praticada entre os fundos de renda fixa comuns, que, no varejo, é 2,39% ao ano, segundo a NetQuant.

Na renda variável a coisa não melhora. Fundos de previdência balanceados – que têm algum percentual em renda variável – têm taxa de administração média de 2,76% ao ano no varejo, segundo a NetQuant. Mas, segundo a Anbima, a média dos fundos multimercados comuns é de 1,85% ao ano para o segmento de varejo.

Assim como ocorre com os fundos de investimento comuns, as melhores taxas dos fundos de previdência são reservadas a clientes de alta renda. Contudo, no segmento de middle Market – aberto a investidores em geral, mas que requerem aportes iniciais um pouco maiores, de alguns milhares de reais – as taxas são bem mais atrativas e podem fazer o investimento valer a pena. Diretamente com seguradoras, por exemplo, é possível conseguir taxas de administração de até 1,5% ao ano. De acordo com o levantamento da NetQuant, a taxa média do segmento de middle Market é de 1,45% para fundos de renda fixa.

O ideal, portanto, é juntar dinheiro para optar por fundos de aporte inicial maior (os aportes mensais são geralmente mais acessíveis). Se o fundo investir 100% em renda fixa, o ideal mesmo é que a taxa não passe de 1% ao ano. Dependendo da política de investimento do fundo e do histórico de rendimentos, uma taxa máxima de 1,5% é tolerável. Para fundos com percentual em renda variável podem ser aceitas taxas em torno de 2% ao ano.

Mas se a sua empresa oferece fundo de previdência fechado (fundo de pensão), esta será a melhor opção, pois as taxas dos fundos de pensão são baixíssimas, quase simbólicas, e em geral imbatíveis no mercado.

 

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