Aplicativo compara preços cobrados pelo Uber e seus concorrentes

De acordo com informações do aplicativo, preços chegam a variar até 30% em categorias de carros semelhantes. Entenda como funciona

São Paulo – Em busca de espaço no mercado, os serviços de contratação de motoristas por aplicativo, como Uber, Easy Taxi, 99 Taxi e Cabify, realizam uma guerra de preços e promoções para atrair usuários, o que acaba deixando os consumidores sem saber qual, de fato, é mais vantajoso no momento do uso.

Para auxiliar na pesquisa sobre qual deles oferece, de fato, a melhor tarifa em cada momento, o aplicativo Vah compara os preços cobrados por cada empresa, incluindo diferentes categorias de carro oferecidas por uma mesma empresa (como carros compartilhados e veículos maiores, por exemplo).

A ideia do Vah partiu da experiência do criador do aplicativo, Márcio Bern, com os serviços. “Sou um heavy user desses aplicativos e comecei a me questionar se estava optando pela tarifa mais barata quando todos começaram a conceder descontos”.

O Vah compara atualmente os preços das quatro maiores empresas que oferecem o serviço: 99 Taxi, Easy Taxi, Uber e Cabify. Contudo, a ideia é expandir as opções de pesquisa e incluir na listagem as taxas oferecidas por empresas de menor porte e regionais, como a Televo, mais forte em Brasília e no Rio de Janeiro, e a T81, de Recife.

Bern afirma que as informações do aplicativo são atualizadas constantemente e os preços podem sofrer apenas pequenas variações, já que as tarifas de algumas empresas podem mudar a cada minuto, conforme o trânsito e a demanda pelo serviço. “Nesses casos, listamos um intervalo de preço dentro do qual a tarifa pode variar, como forma de oferecer uma informação mais precisa ao usuário”.

Economia de até 30%

Segundo o empreendedor, a economia proporcionada pelo aplicativo pode chegar a 30% em categorias com tarifas semelhantes.

Uma simulação feita por EXAME.com no aplicativo, que considerou um trajeto de 5,7 quilômetros partindo de um bairro da zona oeste da cidade mostrou que a categoria de carros compartilhados do Uber, a uberPool, era a opção mais barata (R$ 9,63 reais), enquanto os carros maiores da empresa (uberBag) era a mais cara (R$ 27 a R$ 35).

A categoria de carros compartilhados que concorre com o Uber, a Easy Share, da Easy Taxi, não foi incluída na listagem do aplicativo. Isso porque a opção Share é apenas um recurso no aplicativo da Easy, e não uma categoria. Portanto, para comparar os preços dos serviços de carros compartilhados, é necessário dar uma checada no aplicativo da Easy Taxi.

Depois do uberPool, as opções mais baratas eram os serviços da 99 Taxi e da Easy Taxi com 30% de desconto, com taxas que variavam entre 12 reais e 17 reais. A opção semelhante mais cara era o Cabify Lite, que cobrava 18,49 reais pela corrida.

O Vah é gratuito e pode ser baixado em celulares e tablets com sistema operacional Android e iOs. Não é necessário realizar um cadastro para utilizar o serviço.

Alerta de promoções

Além da tarifa mais barata, o aplicativo alerta o usuário sobre promoções oferecidas naquele momento por cada empresa.

No entanto, como geralmente as ofertas são destinadas a um perfil de usuário, elas não são adicionadas ao valor das tarifas: caso a empresa esteja dando desconto no momento da pesquisa de preços, é habilitado um ícone de cédulas ao lado do nome da empresa. Basta clicar nele para saber quais são as regras e descontos concedidos naquele momento pelo aplicativo de contratação de motoristas.

Bern ressalta que algumas promoções podem ficar de fora do app. Por isso, o usuário precisa ficar atento. “A maioria das ofertas que divulgamos têm abrangência nacional. É mais difícil coletar informações sobre ofertas regionais, que podem valer apenas para alguns bairros do Rio ou de São Paulo, por exemplo. Mas fazemos um esforço para incluir todas, inclusive as que ficam pouco visíveis no aplicativo de cada empresa”.

Como funciona

Para comparar os serviços, basta digitar o endereço de origem e o de destino na tela principal do aplicativo. Ao simular o trajeto, o Vah mostra todos os serviços disponíveis na região, ordenados do menor para o maior preço.

Feita a escolha, basta clicar na opção desejada e o app redireciona o usuário para o aplicativo do serviço, onde poderá completar o pedido da corrida. Caso o usuário não tenha o aplicativo do serviço escolhido instalado em seu celular ou tablet, será redirecionado à loja na qual poderá baixa-lo.

Comentários

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  1. Carlos Silva Andre

    Porque vocês da imprensa não divulga que a uber comprou 100% da easy taxi e 50 % da 99!!!!!!
    Eles estão manipulando tudo,querem mandar no sistema de transporte sem pagar nenhum imposto ao município,aos motoristas os seus direitos trabalhistas….
    Escravizando tudo e todos…
    Sou taxista ,mas não sou contra uma concorrência….
    Só que não é justo,nós pagar imposto e ser fiscalizados rigorosamente ,enquanto os carros particulares fazem vistas grossas,eles andam com pneus carecas,caros batidos,etcs..
    Daqui a um prqzo de 4 anos,quem vai pagar caro por isso,vai ser os usuários,vão andar em verdadeiras sucatas,pois não vai ter ninguém pra fiscalizar,arriscando a vida com motoristas ruins,que não sabem nem dirigir,estacionam em cima de calcadas e os CETS fazem vistas grossas porque deve ter alguma ordem do secretário de transporte GILMAR TATTO é o HADDAD,pra não serem multados…
    Se vocês fizerem uma reportagem nas ruas ,vão perceberem que os ubers,andam com os farois de neblina ligados o tempo topo….
    Será que é um código para os agentes de trânsito ?
    O que o município ganha em uma empresa esplorar o servico de transporte clandestino sem terem as taxas?
    Porque a uber não faz um app pra concorrer com os ônibus e as lotações ?
    Eles rem medo disso ?
    Porque o vereador police neto,o repórter da CBN Gilberto Dimenstein,divulga tanto a uber?
    Eles ganham pra isso ?
    Ta na hora do ministério público fazer uma CPI….
    Querem acabar com os taxis?
    Porque não tem nenhum desvio de dinheiro em cima dos táxis por serem dos próprios donos….

    1. Reynaldo Andrade

      Concordo com o termo “escravizar”. O que né deixa estarrecido é que até o momento ninguém percebeu que as tarifas aplicadas é totalmente incompatível com o serviço. Não paga o custo do serviço, ignorando se é bom ou ruim. Tudo tem que ser precificado. Nunca a Uber se preocupou em fazer um levantamento ou planejamento financeiro para adotar o valor mínimo para que o motorista não trabalhe sem remuneração digna é que possa arcar com a manutenção e reposição do carro depois de 5 anos. É claro que eles não o fizeram porque o custo pesado desse negócio é repassado para os parceiros escravizados (motoristas). A grande maioria desses motoristas não enxergam que estão sendo explorados, são ignorantes e aceitam com naturalidade esse perfil de Capachos Humanos, sendo obrigados a perder sua identidade, se transformando em escravos sem ter o direito de agir com naturalidade sob o risco permanente de ser mal avaliado pelo passageiro e consequentemente desligado da plataforma Uber. Isso é humilhante. Ter que trabalhar baseado no bom humor do usuário.