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Cérebro: pesquisa avaliou as estratégias dos participantes para ganhar dinheiro no futuro
São Paulo - Uma pesquisa realizada pela Universidade de Iowa em parceria com o Instituto de Tecnologia da Califórnia e a Universidade de Nova York examinou como o cérebro age na tomada de decisões sobre remunerações futuras. A conclusão da pesquisa sugere, grosso modo, que usar mais o cérebro pode não resultar necessariamente em melhores decisões nos investimentos pessoais. Mais precisamente, que tentar racionalizar e achar padrões em processos aleatórios é infrutífero.
Resumidamente, o estudo explica que quem se baseia apenas em informações recentes e cria interpretações complexas para embasar as decisões de investimentos pode se deixar influenciar por falsos padrões, fatores meramente ilusórios.
O trabalho estudou a função do córtex pré-frontal, que é a parte do cérebro que possui funções mentais como a memória, a exploração de novos ambientes e as tomadas de decisões sobre o futuro. Os pesquisadores avaliaram o comportamento de três grupos: um deles era composto por pessoas com danos no córtex pré-frontal, outro grupo tinha lesões em outras partes do cérebro e o terceiro grupo não possuía nenhum tipo de lesão.
Os grupos foram submetidos a um teste no qual eles deviam escolher repetidas vezes, entre quatro máquinas caça-níqueis, qual delas possibilitaria maiores ganhos. Segundo os pesquisadores, a chave da experiência consiste no fato de que, sem o conhecimento dos participantes, as máquinas variavam suas formas de remuneração de maneira totalmente aleatória. As mudanças motivavam os participantes a comparar os resultados passados para definir qual opção seria a melhor no presente e evitavam que eles se restringissem a apenas uma máquina.
Embora todos os participantes tenham levado em conta os resultados de longo prazo em algum nível, aqueles com o córtex pré-frontal saudável (tanto os completamente saudáveis quanto aqueles com lesões em outras partes do cérebro) basearam-se predominantemente nos resultados mais recentes.
“Enquanto os grupos dos pacientes saudáveis e com outras lesões cerebrais usaram principalmente comparações entre os dois resultados mais recentes para influenciar as decisões sobre a escolha seguinte, o grupo com lesões no córtex pré-frontal baseou a escolha inteiramente na recompensa histórica e não nos eventos recentes”, explicam os pesquisadores no artigo sobre o resultado da pesquisa.
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