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Ações | 05/07/2010 11:56

Um guia para quem planeja começar a investir na bolsa

Caso as taxas de juros continuem a cair nos próximos anos, aplicar em renda variável vai se tornar praticamente obrigatório no Brasil

  
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No futuro, investimentos em renda fixa podem não ser as melhores opções

No futuro, investimentos em renda fixa podem não ser as melhores opções

São Paulo - Se antigamente existia a cultura de que quem investe em bolsa de valores é especulador ou milionário e que os fundos de renda fixa são uma forma segura e viável de multiplicar o patrimônio, hoje em dia esse panorama já começa a mudar. A imensa maioria dos agentes do mercado financeiro acredita que, se o Brasil continuar a dar certo, os juros pagos por investimentos em fundos de renda fixa ou DI tendem a ser cada vez menores.

Aplicar ao menos uma parte do patrimônio em bolsa passará a ser, portanto, praticamente obrigatório - seja para garantir uma aposentadoria confortável, seja para obter o retorno necessário para comprar um bem no futuro. "A tendência é que a taxa de juros caia cada vez mais, e será mais difícil ganhar dinheiro com a renda fixa", explica Paulo Mazon, diretor de varejo da Win Trade.

Se o Brasil deixar de ser o paraíso dos juros altos, há uma série de razões para acreditar que a bolsa será o caminho a ser seguido por quem tem dinheiro para investir. O primeiro deles é a experiência internacional. Nos Estados Unidos, mais de 90 milhões de pessoas físicas aplicam em ações. No Japão, são 27 milhões. A meta da BM&FBovespa é elevar o número de pequenos investidores de 500.000 para 5 milhões em cinco anos.

Outro motivo para as pessoas irem à bolsa é que, no longo prazo, os investimentos em renda variável costumam ser os mais rentáveis. "Neste tipo de mercado, o investidor, além de receber bons dividendos, irá se beneficiar do crescimento da economia do país e de suas grandes empresas", diz Mazon.

Por último, investimentos em bolsa oferecem uma liquidez maior que outras opções de aplicações com algum risco. Quem opta por investir nas maiores empresas da bolsa pode comprar e vender papéis quando quiser sem ter de se sujeitar a pagar comissões e impostos altos nem ter de pagar um prêmio se tiver pressa em se desfazer de algum ativo.

O principal inconveniente da bolsa é o risco. Ninguém sabe quando o mercado vai subir ou cair - nem mesmo os melhores gestores e investidores do mundo. Portanto, a compra de ações só é recomendada para quem não planeja mexer no dinheiro por alguns anos - já que haverá tempo suficiente para que eventuais perdas sejam recuperadas.

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