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ETFs | 29/04/2010 19:31

Fundos de índices são porta de entrada para bolsa

Ainda pouco negociados no Brasil, os ETFs cobram taxas baixas em troca de diversificação e transparência

João Sandrini, de
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Bovespa: fundos de índice são forma interessante de investir em ações

Comparações entre fundos de ações passivos e ativos sempre geram polêmica. Diversos economistas defendem que os fundos que simplesmente buscam seguir um índice de ações (os passivos) costumam apresentar uma rentabilidade média maior do que aqueles que estabelecem como meta bater a média do mercado (os ativos). Devido à cobrança de altas taxas de administração e performance e à inabilidade de muitos gestores em prever o futuro, dizem esses teóricos, acaba sendo mais vantajoso se manter longe dos fundos ativos. Outros estudos, no entanto, demonstram que, principalmente no curto e no médio prazo, escolher um gestor com habilidade para se antecipar às tendências do mercado pode gerar lucros superiores.

Para quem prefere os fundos passivos, especialistas dizem que um jeito bastante interessante de investir dinheiro é por meio dos chamados ETFs ("exchanged traded funds", ou fundos negociados em bolsa). Apesar do nome complicado, os ETFs são fundos passivos que seguem o desempenho de algum índice de ações - como o Ibovespa, por exemplo. Ao mesmo tempo, possuem quotas negociadas em bolsa. Isso significa que para entrar ou sair desse fundo, basta dar uma ordem de compra ou venda do papel via home broker ou telefone da mesma forma que se negocia qualquer ação por meio da plataforma de uma corretora.

No mercado brasileiro, há apenas sete ETFs. O primeiro deles foi o de Papéis Índice Brasil Bovespa (PIBB), lançado pelo Itaú Unibanco em 2004. Esse fundo segue o IBrX-50, índice que reúne as 50 empresas mais negociadas na Bovespa. Se essas companhias apresentarem uma valorização média ponderada de 50% em um ano, por exemplo, quem comprou o PIBB terá praticamente o mesmo ganho. Os outros seis fundos de índices negociados atualmente na Bovespa foram desenvolvidos pelo banco britânico Barclays e depois vendidos à americana BlackRock, que assumiu a gestão do produto. O mais negociado é o Ibovespa Fundo de Índice (BOVA11), que busca replicar o principal índice de ações da bolsa brasileira. Mas também há fundos setoriais de consumo e imobiliário ou apenas de pequenas empresas (veja como funciona cada um dos ETFS na tabela abaixo).

ProdutoCódigo de bolsaÍndice de ReferênciaTaxa anual de administração
Ibovespa Fundo de ÍndiceBOVA11Ibovespa (empresas mais negociadas da bolsa)0,54%
BM&FBovespa MidLarge CapMILA11MidLarge Cap (que reúne grandes e médias empresas da bolsa)0,54%
BM&Fbovespa Small Cap Fundo de ÍndiceSMAL11Small Cap (que reúne pequenas empresas da bolsa)0,69%
IBrX Índice Brasil Fundo de ÍndiceBRAX11IBrX-100 (100 ações mais negociadas na bolsa)0,54%
Índice BM&FBovespa de Consumo Fundo de ÍndiceCSMO11Índice BM&FBovespa de Consumo (ações de varejo, alimentos e serviços)0,69%
Índice BM&FBovespa Imobiliário Fundo de ÍndiceMOBI11Índice BM&FBovespa Imobiliário (ações de incorporadoras e shoppings)0,69%
Papéis de Índice Brasil Bovespa (PIBB)PIBB11IBrX-50 (50 ações mais negociadas da bolsa)variável

A quem são indicados

Para especialistas, todos os cuidados necessários na bolsa também valem para o investimento em ETFs. O produto só é recomendado a pessoas que têm sangue frio para ocasionalmente ver seu patrimônio encolher e devem ser utilizados apenas visando retornos de longo prazo. Como a volatilidade de qualquer papel negociado em bolsa é grande, o risco de perder dinheiro também é representativo. Nesse caso, pode ser necessário tempo para recuperar o capital investido.

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