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Estratégia | 20/01/2012 14:02

Controle as emoções e invista melhor

7 dicas práticas ajudam o investidor a entender seus impulsos e aproveitar mais as oportunidades da bolsa

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Pensador

O nervosismo e a ansiedade atrapalham os investimentos

São Paulo – Enquanto o sobe e desce da bolsa pode fazer a felicidade dos fãs de técnicas como o day trade, a volatilidade sempre presente no mercado financeiro pode assustar investidores que estão entrando no mundo da renda variável ou que montam portfólio para manter para o longo prazo. Jurandir Sell Macedo Jr., consultor de finanças pessoais do Itaú e professor da UFSC, explica que quando uma pessoa vê sua carteira cair, o cérebro pode mandar duas mensagens: fugir ou tentar “esquecer” o que está acontecendo e não olhar o mercado. “As duas situações podem fazer o investidor perder dinheiro”, alerta.

Essas ações são impulsos e, como o próprio nome diz, não são controláveis. “O que o investidor deve fazer é entender como nossa cabeça funciona e desenvolver estratégias para fazer o que ele faria num momento mais tranquilo”, diz Vera Rita de Mello Ferreira, doutora em psicologia econômica e autora do livro A Cabeça do Investidor.

Confira sete dicas práticas de três especialistas para ajudar a “segurar” as emoções na hora de investir.

1 - Refaça seus passos

Você se lembra como tomou suas decisões de compra e venda de ações? E de como se sentiu quando executou cada ordem? Uma dica é manter um “diário de bordo” sobre suas aplicações. Pode ser anotação num caderno ou até gravações de notas de voz. Após passar alguns meses fazendo esse exercício, reveja sua trajetória e perceba pontos positivos e negativos de sua atuação. “Só assim é possível identificar realmente qual é seu perfil de investidor. Isso é algo que só é possível ter certeza após perceber na prática”, afirma Vera Rita.

2 - Pense duas vezes

Cada pessoa tem mais dificuldade ou facilidade para lidar com situações diferentes. Identificar o que te deixa mais tenso no mundo dos investimentos é o primeiro passo. A partir disso, o importante é parar para pensar duas vezes antes de tomar uma decisão quando esses momentos chegam. “O investidor precisa ter um tempo para olhar em volta, se lembrar dos seus objetivos iniciais no mercado, e se lembrar dos erros que costuma cometer para poder avaliar melhor suas alternativas”, afirma Vera Rita.

3 - Lembre da empresa por trás do papel

Quando o preço de uma ação cai ou sobe, o investidor deve lembrar que aquele é um pedacinho de uma empresa maior e pensar com a “cabeça” da companhia. “A empresa em meio a uma crise vai buscar alternativas e o produto vai estar ali”, diz Macedo Jr. A ideia é realmente olhar para o que a empresa produz para se lembrar que um ação é parte dela. Se você investe na Petrobras, por exemplo, experimente passar no posto de gasolina e ver que o produto continua ali, sendo vendido, independentemente do movimento das ações. 

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