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Estratégias envolvendo apenas uma opção são as mais indicadas para o investidor individual
São Paulo – A quinta-feira negra dos mercados financeiros levou os investidores a um revival da crise de 2008, e já há quem fale em nova recessão. A Bovespa registrou o pior desempenho entre as principais bolsas do mundo, onde apenas duas de suas ações mais negociadas não amargaram perdas.
Mesmo com as perspectivas pessimistas – não há sinais de que a queda livre acabou – analistas e consultores financeiros aconselham os investidores de longo prazo não só a permanecer na Bolsa como também a aproveitar o momento de queda para comprar ações baratas. Vender tudo agora poderia levar o investidor a realizar um prejuízo que não será recuperado lá na frente, quando os mercados se acalmarem.
Uma forma inteligente de minimizar ou até zerar as perdas no valor de suas ações inclui estratégias com opções, uma espécie de “seguro” para a carteira. Mais utilizadas por profissionais, essas estratégias também podem funcionar muito bem para as pessoas físicas. As operações mais simples podem ser feitas até pelo home broker. As mais complexas, que envolvem mais de uma opção ou opções de menor liquidez, só podem ser montadas com o auxílio de um profissional da corretora. “As mais simples são melhores para o investidor pessoa física”, diz Leandro Ruschel, sócio-fundador da Leandro&Stormer.
Seja como for, especialistas aconselham que, antes de operar opções, o investidor estude um pouco o assunto e peça aconselhamento a especialistas. Veja a seguir três exemplos de estratégias que podem ser usadas pelo investidor pessoa física que não deseja sair da Bolsa:
1. Compra de uma opção de venda
Essa é a estratégia mais simples para fazer um “seguro” da carteira, mas ela apenas minimiza as perdas e não chega a zerá-las. Por outro lado, o investidor não correrá risco algum de “perder” suas ações, podendo voltar a se beneficiar quando os papéis se recuperarem.
Opções de venda não têm liquidez no mercado brasileiro atual, mas é possível fazer uma operação semelhante à compra de opções de venda. Para isso, basta vender a ação-objeto e comprar igual quantidade de opções de compra daquela ação, pelo mesmo preço de exercício. O preço que o investidor pagará por essas opções chama-se prêmio, e com elas em mãos, ele terá o direito de recomprar aquelas mesmas ações, pelo mesmo preço em que elas foram vendidas, numa data futura.
Se na data de vencimento o preço das ações tiver caído, como se espera num cenário de perdas consistentes, o investidor pode deixar de exercer sua opção e recomprar aquelas mesmas ações por um preço abaixo do valor em que elas foram vendidas. Se o lucro embolsado pela diferença superar o valor do prêmio pago pelas opções, as perdas terão sido minimizadas.
Suponha que um investidor tenha, em sua carteira, 40.000 reais investidos em uma ação que esteja a 40 reais. Ele pode vender essas 1.000 ações e comprar igual quantidade de opções de compra daquele papel por um preço de exercício de 40 reais. Digamos que o prêmio pago por essas opções seja de 2,50 reais, ou 2.500 reais no total.
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