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Petrobras: incertezas da capitalização continuam afetando o preço das ações
São Paulo - Não foram poucas as notícias que evidenciaram a vertiginosa queda das ações da Petrobras nos últimos tempos. Na esteira de um tombo superior a 28% registrado de janeiro até agora, a estatal perdeu mais de um quarto do seu valor de mercado. Os fundos de investimento vem reduzindo sua exposição ao papel e o megainvestidor George Soros vendeu as ações que tinha da companhia. Em comum, todos esses eventos guardam uma estreita relação com a incerta capitalização da Petrobras. E a indefinição do preço do barril que será usado na cessão onerosa segue inflando a nuvem de dúvidas que paira sobre a operação.
Para discutir as perspectivas para o investidor que aposta na Petrobras, o site EXAME conversou com analistas e gestores do mercado. Todos foram unânimes em apontar que a ação está, de fato, muito barata em relação ao seu potencial de valorização. Portanto, vale a pena acreditar no papel se o intuito é mantê-lo na carteira por um bom tempo. "O portfólio de projetos da companhia é bastante rico em termos de crescimento e rentabilidade futura com o pré-sal", afirma Max Bueno, analista da corretora Spinelli. "Mas o mercado não está dando atenção aos fundamentos da Petrobras porque o foco está todo centrado na capitalização. Por isso, as ações ainda podem cair", alerta.
Osmar Camilo, da corretora Socopa, concorda que os papéis não chegaram ao fundo do poço. "A pressão deve aumentar com a proximidade da oferta", diz. Ainda assim, ele avalia que vender as ações para comprá-las a um custo mais baixo pode ser arriscado para quem pensa em lucrar com essa diferença de preços na capitalização. É verdade que muitos peixes grandes já adotaram essa estratégia. Como têm uma quantidade representativa de papéis, eles podem inclusive influenciar a queda dos preços quando se desfazem das ações. "Mas para o pequeno investidor, essa diferença não deve ter um grande impacto lá na frente", emenda Camilo.
A explicação é simples. Quem já tem ações da empresa terá prioridade na subscrição, isto é, na compra dos novos papéis que serão emitidos na capitalização. Isso significa que se a demanda pelas eventuais sobras for muito grande, pode ser que o investidor não consiga entrar na oferta depois. Além disso, é consenso que os valores de hoje são realmente uma pechincha. E apesar de estarem bem perto do piso, estão longe de refletir as perspectivas de crescimento da empresa. Por isso, se o papel continuar patinando, a variação não deve ser tão grande em relação ao preço já atingido. "A companhia é uma gigante do setor e já está extremamente descontada", completa Erick Scott, analista da SLW.
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Roberto Barreto Marques
Pelo que se sabe a decisão do preço do barril será política e será dada por Lula. Só no Brasil acontece...
29.08.2010 | Ler comentário completo |