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Ações | 16/05/2012 07:19

Como montar uma boa carteira de dividendos

Juros baixos e Bolsa com alta volatilidade continuam favorecendo as ações defensivas

©AFP / Yasuyoshi Chiba

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Carteira de dividendos é ideal para investidor que quer entrar no mercado de ações

São Paulo - Se as ações que pagam bons dividendos foram as que se seguraram no ano passado, é possível que neste ano não seja diferente. Depois de ver alta no início do ano, o Ibovespa voltou a sofrer com a crise externa e nesta terça-feira fechou com a sexta queda seguida.

Junte-se a isso uma caderneta de poupança com retornos mais baixos, uma taxa Selic em queda e, consequentemente, uma renda fixa que já não trará os altos retornos de antes. Para quem estiver disposto a correr algum risco, os dividendos podem ser uma boa alternativa na renda variável, já que algumas ações já oferecem retornos maiores que a renda fixa.

Os dividendos são a parcela de lucro obtido pela empresa que é repassada ao acionista. Algumas empresas costumam pagar mais dividendos que outras. Normalmente, são aquelas que têm uma demanda fixa, tendência de crescimento bem definida, vantagem competitiva e não precisam reinvestir grande parte de seu capital, repassando os lucros aos acionistas. Por causa destes fatores, são papéis cujos preços não costumam sofrer tanto com as oscilações da economia.

É o que ocorre, por exemplo, com ações dos setores de energia e gás - de empresas que oferecem serviços públicos de demanda estável - e com papéis de empresas de bebidas e cigarros. As ações da Ambev e da Souza Cruz foram, nesta segunda, as duas únicas que compõem o Ibovespa a apresentarem alta. Ações deste tipo podem apresentar alta em momentos de crise pois atraem investidores que fogem das baixas de outras ações.

Boas pagadoras de dividendos x ações de maior volatilidade

Em uma eventual arrancada do Ibovespa, as ações que pagam dividendos elevados podem não acompanhar a alta puxada pelas ações de maior peso no índice, mais voláteis e suscetíveis às oscilações da economia. No entanto, elas compensam pelo fato de serem menos afetadas em cenários de crise. Por causa desta característica elas são chamadas de ações defensivas.

Frederico Meinberg, diretor da Rico/Octo Investimentos, afirma que as carteiras de ações defensivas, em momentos como o atual, de baixa da Bolsa, são bastante indicadas. "Elas são muito mais influenciadas pelo desempenho particular da empresa do que pelas flutuações do mercado, por isso o investidor não precisa ficar preocupado se a Bolsa cai”, diz.

Paulo Bittencourt, diretor técnico da Apogeo Investimentos, também orienta o investidor a manter a carteira direcionada a ações com elevados dividendos no momento. "O ideal é que o investidor siga uma relação de um para quatro. Se ele tiver 100.000 reais, ele deve investir 80.000 em ações voltadas a dividendos e 20.000 em outras ações", aconselha.

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