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Rodeio: em momentos em que a bolsa dá mais solavancos que um touro bravo, estratégias em que o investidor ganha tanto na alta quanto na baixa ficam interessantes
São Paulo – Nas últimas semanas, as bolsas mundiais têm ido do pânico à euforia e de volta ao medo em uma velocidade impressionante. Se em um dia os investidores vendem ações e fogem da bolsa como se o mundo fosse acabar, no pregão imediatamente seguinte todo mundo parece acreditar que os bancos centrais dos EUA, da Europa e até mesmo do Brasil ainda têm munição suficiente para debelar qualquer ameaça à economia. Investir em ações em momentos de tanta incerteza é como tentar domar um touro em um rodeio: independente da direção do próximo coice, é importante se segurar firme para não se espatifar.
Para quem já está ficando mareado com tantos solavancos, aqui vai uma boa notícia. É possível lucrar na bolsa sem apostar na alta nem na baixa das ações. Há estratégias em que simplesmente não importa para que direção o mercado vá. O que faz o investidor ganhar dinheiro é a própria volatilidade do mercado e uma boa escolha de ativos.
A forma mais simples de fazer esse tipo de aposta é por meio de fundos long and short. Nessas aplicações, o gestor escolhe não apenas uma ação que acredita ter potencial para ficar comprado (ou “long”, no jargão do mercado financeiro) como também elege um papel caro ou com fundamentos ruins em que permanece vendido (“short”).
A posição vendida é montada por meio do aluguel de ações. Atrás de uma remuneração extra para as aplicações, um investidor qualquer coloca sua carteira disponível para eventuais interessados em emprestá-la. O fundo long and short aluga essa ação e imediatamente a vende no mercado e aguarda uma oportunidade de recomprá-la mais à frente com um preço menor. Quando isso acontece, o locatário compra o papel e o devolve a seu verdadeiro dono, embolsando a diferença de valores.
A grande diferença desse tipo de estratégia para a pura e simples compra de ações é que o investidor pode lucrar tanto se a bolsa cair quanto subir. Caso o papel comprado tenha desvalorização de 5% e o vendido perca 20%, por exemplo, esse investidor embolsa a diferença de desempenho entre os dois papéis – no caso, 15%. É irrelevante, portanto, se a bolsa vai ou não para o lado esperado pelo mercado. O que importa é a capacidade do gestor do fundo de avaliar se uma ação tem melhores fundamentos que a outra e montar o par certo de compra e venda.
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manoel guimaraes
Sao operacoes interessantes, mas é cascata isso de que so devem ser montadas com ajuda de "especialistas...
15.09.2011 | Ler comentário completo |