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Bancos | 24/01/2012 15:50

Como investir com um “piloto automático”

Produtos que debitam parte do saldo direto da conta corrente para aplicar são indicados para formar poupança no longo prazo, mas não servem para todos investidores

  
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Divulgação

Pilotos na cabine do Boeing 787 Dreamliner

Já pensou em investir com um "piloto automático"?

São Paulo – Uma das principais dicas para manter o controle emocional na hora de investir é manter a disciplina, não importa se o mercado está num momento de lucros polpudos ou de quedas persistentes. Mas aplicar no mercado em baixa, embora costume ser a estratégia mais lucrativa ao longo dos anos, pode ser difícil para os investidores que não suportam perdas de curto prazo.

Uma maneira de manter a frequência a qualquer custo são os produtos de investimento programado que as corretoras de alguns bancos oferecem. O investidor escolhe o valor que será debitado mensalmente da conta corrente e ele é aplicado nos produtos vinculados, que podem ser ações ou fundos de investimento. O modelo é também uma boa forma de manter controle sobre aplicações e rendimentos. Como algumas ações ainda pagam dividendos mensais, programar as aplicações é uma forma de não deixar o dinheiro parado na conta. “Chega um momento que, ao aplicar em empresas lucrativas, os próprios dividendos pagam os aportes programados”, afirma o educador financeiro Mauro Calil.

O modelo é indicado para ser usado sempre no longo prazo. É como construir uma poupança ou um plano de previdência, produtos que limitam um pouco o poder de diversificação do investidor. “Nos planos de previdência, existe um máximo de aplicação em ações e também não é permitido fazer alavancagem”, lembra Sinara Polycarpo, superintende de investimentos do Santander.

Para quem está começando a construir um patrimônio na bolsa, a principal vantagem é o “parcelamento” das aplicações. “O investidor faz aportes mensais que cabem no bolso. Como a bolsa é cíclica, quando ela cai, o mesmo dinheiro compra um valor maior de papéis e isso é positivo”, afirma Calil.

O poder de compra de um pequeno investidor também aumenta com o serviço. No produto do Itaú, por exemplo, é possível programar compras mensais de papéis de empresas como Petrobras, Vale, Gerdau e do próprio banco. “Um dos principais critérios de escolha das ações do programa é a liquidez, pois precisamos garantir que compraremos papéis para todos os clientes que solicitaram com o mesmo valor dentro daquele dia”, diz Jean Sigrist, diretor da Itaú Corretora.

Os papéis são adquiridos no leilão de abertura do mercado. Em algumas ocasiões, como nos dias de maior concentração de pedidos, que costumam ser os posteriores ao pagamento de salários, o banco consegue comprar fora do mercado fracionário e obter preços melhores do que os pequenos investidores conseguiriam sozinhos. Numa comparação com o dia a dia, é como se o pequeno investidor tivesse oportunidade de comprar no atacado, pagando preços mais baratos que no varejo.

Os produtos de investimento programado, porém, não funcionam para qualquer tipo de investidor. A indicação é para aqueles que estejam entrando no mercado financeiro agora ou que tenham um pequeno patrimônio em bolsa. “Para quem tem um patrimônio grande investido em bolsa, existem opções mais atraentes para aplicar”, afirma Calil. Em qualquer caso, a aplicação é sempre recomendada para o longo prazo. Além disso, outro porém é que o investidor não tem acesso a todos papéis da bolsa. E não dá para esquecer que o risco de bolsa, claro, sempre existe.

Conheça na próxima página alguns dos produtos disponíveis no mercado, que ajudam o investidor a aplicar no “piloto automático”. 

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