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Investimentos | 21/08/2011 08:07

Como funciona a 1ª loja de fundos do Brasil

Órama cria plataforma on-line em que investidor pode aplicar a partir de 5.000 reais em 20 fundos de ações ou multimercados de algumas das melhores gestoras do país

João Sandrini, de
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Marcel Salim/EXAME.com

Pregão da Bovespa

Bovespa: fundos de ações antes restritos a grandes investidores já estão ao alcance da pessoa física

São Paulo – Ao contrário do que acontece na Europa e nos Estados Unidos, o mercado brasileiro de fundos de investimento ainda está bastante concentrado nas mãos de grandes bancos de varejo como Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Santander. Dentro do universo de fundos de ações, no entanto, foram os produtos oferecidos por gestoras de recursos independentes que apresentaram os melhores resultados tanto em 2010 quanto no primeiro semestre deste ano.

Mas por que o brasileiro não escolhe os fundos com histórico de maior rentabilidade na hora de investir? Uma das explicações é a exigência de uma aplicação inicial elevada que restringe o acesso da maioria das pessoas físicas. Alguns dos fundos com os melhores resultados do mercado só permitem a aplicação de quem está disposto a aportar ao menos 100.000, 500.000 ou até mesmo 1 milhão de reais.

É para superar essa barreira que foi criada a Órama, uma espécie de “loja de fundos de investimentos” virtual em que o investidor pode contratar gestores de casas renomadas como Gávea, BNY Mellon, GAP, Opportunity, JGP, Kadima, Claritas, Quest e Investidor Profissional. Muitas corretoras do mercado brasileiro já distribuem as quotas desses fundos a seus clientes. O que diferencia a Órama é que o investidor, que necessitaria de até 300.000 reais para entrar em apenas um dos fundos oferecidos, só precisará ter no bolso 5.000 reais para fazer isso com a Órama.

Para escapar da restrição aos pequenos investidores, a Órama cria um fundo que investe em quotas dos fundos das demais gestoras. Se apenas uma pessoa quiser investir, por exemplo, 5.000 reais em um fundo da Gávea que exige a aplicação mínima de 300.000 reais, a própria Órama aportará os outros 295.000 reais necessários para que o negócio seja possível. “Se o investidor quiser aplicar nos 20 fundos que distribuímos, teria de desembolsar mais de 1,5 milhão de reais”, diz Guilherme Horn, CEO da Órama. “Conosco, ele pode fazer o mesmo com 100.000 reais.”

Os fundos distribuídos pela Órama são de ações ou multimercados, categorias consideradas por especialistas de risco alto e médio, respectivamente. Para que o investidor corra menos riscos, a Órama analisou o histórico de resultados, os procedimentos internos e a volatilidade de mais de 200 fundos e selecionou os 20 melhores para oferecê-los aos clientes. “Todos eles já atravessaram diversas crises com resultados consistentes”, diz Horn. O investidor também deve fazer sua parte e, para correr menos riscos, só deve investir nesse tipo de aplicação o dinheiro que não precisará usar no curto prazo.

Comentários (2)  

Fabrízio Michelon

Até que enfim uma coisa real. 100 mil de capital inicial é uma total e completa ilusão para no mínimo...

22.08.2011 | Ler comentário completo |  

Finanças Inteligentes

"O investidor pode contratar gestores de casas renomadas"... Realmente são tão renomadas que o GWI, administrado...

21.08.2011 | Ler comentário completo |  

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