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Diversificação | 28/02/2012 13:31

Como escolher a melhor corretora para o seu objetivo

Critérios para avaliar as instituições variam de acordo com o tipo de investimento que o poupador procura

Germano Lüders/EXAME.com

Operadores na Bovespa

Nem só de ações vivem as corretoras; outros tipos de aplicação entraram na roda

São Paulo – Escolher uma corretora é mais do que se preocupar com atendimento, preço da corretagem e estabilidade do home broker. Principalmente porque hoje em dia as corretoras deixaram de ser apenas intermediárias na compra e venda de ações e derivativos para tentar agregar todos os investimentos de seus clientes, oferecendo ainda assessoria profissional e educação financeira.

Mais importante do que saber qual a melhor corretora do mercado, é essencial saber qual a melhor para o seu perfil. Os critérios para a escolha vão variar de acordo com o objetivo do investidor. Um sujeito que deseje apenas operar no Tesouro Direto e comprar fundos imobiliários, por exemplo, não precisa se preocupar tanto com corretagem, e pode dispensar home brokers sofisticados e aplicativos mobile.

Mas se tem um quesito do qual ninguém deve abrir mão é de um bom atendimento. “Das corretoras pesquisadas, escolha umas quatro ou cinco e teste os canais de atendimento. Faça perguntas e peça material adicional ao que está no site”, orienta Conrado Navarro, especialista em finanças da consultoria Dinheirama. Pode ser que você caia no atendimento eletrônico; ou pode ser que alguém responda a suas dúvidas prontamente. Teste o canal de chat online e verifique se é possível falar diretamente com os analistas e operadores.

Com isso em mente, é hora de pôr na balança os critérios para a escolha da corretora ideal. Veja a seguir o que levar em conta dependendo do objetivo de investimento:

Ações para o curto prazo

Quem opera com bastante frequência, como os day traders, deve considerar principalmente dois aspectos: taxa de corretagem e estabilidade do home broker. O primeiro quesito é mais fácil de mensurar. “A corretagem no mercado à vista pelo home broker varia de 2,90 a 25,21 reais, uma variação de quase dez vezes”, diz Frederico Skwara, CEO do site Bússola do Investidor, que fez um levantamento dos serviços e taxas praticados pelas 83 corretoras que atuam na BM&FBovespa. O guia permite ainda que os próprios clientes as avaliem, já contando com cerca de 18.000 resenhas.

Atualmente, as três corretoras que cobram as menores taxas de corretagem no mercado à vista são a Mirae (2,90 reais por ordem), a H. H. Pichionni, com seu home broker SpeedTrade (4,90 reais por ordem) e a Icap, com seu home broker MyCap (5 reais por ordem). “Para o sujeito que opera muito, esse valor faz uma boa diferença no fim do dia”, arremata Skwara.

Algumas oferecem ainda corretagem grátis a partir de determinado número de ordens por mês. É o caso do Banif, onde o cliente se torna isento de corretagem a partir da 81ª ordem no mês, ou da Spinelli, que não cobra essa taxa a partir da 11ª ordem do dia.

A estabilidade do home broker é um quesito mais difícil de mensurar. Uma boa dica é testá-lo antes de bater o martelo. Algumas instituições inclusive oferecem uma espécie de test drive, como a Icap e a Spinelli. “Há corretoras com um home broker muito básico e outras com plataformas cheias de ferramentas. A melhor coisa é usar o ambiente de teste. Os grandes bancos acabam ficando para trás no quesito tecnológico, pois a competitividade entre as corretoras independentes acaba levando-as a oferecer um serviço de ponta”, observa o CEO da Bússola do Investidor.

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