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Em 5 anos | 09/08/2012 15:09

Como a ação do Bradesco brilhou entre os bancos na crise

Com o maior retorno para o acionista no longo prazo, papel valorizou 45% em 5 anos, maior alta entre os grandes bancos

 

Em 10 anos, ação rendeu o triplo da renda fixa

Em dez anos – de 8 de agosto de 2002 a 8 de agosto de 2012 – a ação preferencial do Bradesco subiu 959%, a segunda maior alta entre os bancos no período, batendo com folga o CDI de 276%. Para Mário Pierry, esse desempenho é reflexo do sucesso geral do setor bancário brasileiro no período. “Nesse período, o Brasil viu um forte crescimento econômico, com expansão do crédito com juros altos e dos resultados dos bancos como consequência”, diz.

E daqui para a frente?

Para o analista do Deutsche, o Bradesco continua uma empresa muito sólida para quem investe com vistas ao longo prazo. Mas o setor bancário como um todo tem agora um belo desafio pela frente. Com a Selic alta, era mais fácil para os bancos ganharem dinheiro no mercado de títulos públicos. Daqui em diante será preciso aumentar a concessão de crédito para turbinar as receitas.

A pressão do governo para os bancos baixarem os spreads (diferença entre o custo de captação de recursos no mercado e o juro cobrado dos clientes na concessão do crédito) e o temor da inadimplência engrossam a lista de problemas enfrentados pelas instituições financeiras. “A penetração de crédito no Brasil ainda é de 50%, um patamar baixo em comparação com os países desenvolvidos. O crescimento agora, porém, terá que se dar mais em hipotecas do que em financiamento automotivo e cartões de crédito, por exemplo”, diz Pierry.

Para o analista, contudo, os bancos brasileiros ainda serão rentáveis por um bom tempo. Ele acredita que o retorno sobre o investimento das instituições financeiras pode continuar sendo de 20%, assim como nos últimos anos, se houver melhora de eficiência e provisionamento (reserva para cobrir a inadimplência). “Os bancos brasileiros já provaram que conseguem ganhar dinheiro na crise, com inflação alta, com inflação baixa, com juro alto ou com juro baixo”, conclui.

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