Aguarde...
Ações 11 corretoras recomendam dividendos para maio
Bolsa 25 corretoras recomendam ações para maio
Ações 10 corretoras recomendam dividendos para abril
Carteiras 21 corretoras recomendam ações para abril
OrientaçãoSaiba se você tem ações de telefônicas e veja como vendê-las
TelefoniaVocê tem ações perdidas das telefônicas? CVM divulga guia
InvestimentoMantenha ações, mas só em países desenvolvidos, diz Barclays
AnáliseAção do Pão de Açúcar rende 200% em 5 anos, mas tem riscos
BM&FBovespaFicou um pouco mais barato investir na Bolsa
PreçoCorretora TOV passa a cobrar R$ 1,99 de taxa de corretagem
Em 10 anos, ação rendeu o triplo da renda fixa
Em dez anos – de 8 de agosto de 2002 a 8 de agosto de 2012 – a ação preferencial do Bradesco subiu 959%, a segunda maior alta entre os bancos no período, batendo com folga o CDI de 276%. Para Mário Pierry, esse desempenho é reflexo do sucesso geral do setor bancário brasileiro no período. “Nesse período, o Brasil viu um forte crescimento econômico, com expansão do crédito com juros altos e dos resultados dos bancos como consequência”, diz.
E daqui para a frente?
Para o analista do Deutsche, o Bradesco continua uma empresa muito sólida para quem investe com vistas ao longo prazo. Mas o setor bancário como um todo tem agora um belo desafio pela frente. Com a Selic alta, era mais fácil para os bancos ganharem dinheiro no mercado de títulos públicos. Daqui em diante será preciso aumentar a concessão de crédito para turbinar as receitas.
A pressão do governo para os bancos baixarem os spreads (diferença entre o custo de captação de recursos no mercado e o juro cobrado dos clientes na concessão do crédito) e o temor da inadimplência engrossam a lista de problemas enfrentados pelas instituições financeiras. “A penetração de crédito no Brasil ainda é de 50%, um patamar baixo em comparação com os países desenvolvidos. O crescimento agora, porém, terá que se dar mais em hipotecas do que em financiamento automotivo e cartões de crédito, por exemplo”, diz Pierry.
Para o analista, contudo, os bancos brasileiros ainda serão rentáveis por um bom tempo. Ele acredita que o retorno sobre o investimento das instituições financeiras pode continuar sendo de 20%, assim como nos últimos anos, se houver melhora de eficiência e provisionamento (reserva para cobrir a inadimplência). “Os bancos brasileiros já provaram que conseguem ganhar dinheiro na crise, com inflação alta, com inflação baixa, com juro alto ou com juro baixo”, conclui.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados