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São Paulo - Palco de histórias espetaculares, a bolsa é comumente envolta por uma atmosfera mítica. O número de pessoas que perdeu dinheiro e nunca mais voltou para o mercado é grande, mas são as histórias daqueles que ficaram milionários que mais reverberam. "No Brasil, a renda fixa é a aplicação preponderante na carteira, mas a bolsa é de longe a predileta. As pessoas têm muito prazer em falar de ações", afirma Rogério Bastos, sócio diretor da FinPlan. Nada mais natural para um tipo de investimento que caminha entre extremos, se equilibrando entre o indubitável enriquecimento e a iminente bancarrota. De um ponto a outro, conheça cinco mitos que rondam esse tipo de aplicação e saiba por que eles não devem nortear a escolha dos seus papéis.
1. Mercado de ações é como o cassino
Se para muita gente aplicar na bolsa se equipara a embarcar em um jogo de azar, a renda variável parece um caminho nebuloso e fadado ao fracasso. Mas ao contrário da completa aleatoriedade que envolve a aposta em uma roleta de cassino, investir em ações pressupõe a crença no crescimento das empresas. Frequentemente as pessoas associam os papéis às operações de compra e venda e se esquecem que eles também representam uma porção dessas companhias, instituições que geram renda, emprego e são estimuladas pela concorrência no seu mercado de atuação. Os lucros, portanto, derivam da performance e gestão apresentadas ao longo do tempo.
Nos cassinos, o valor embolsado pelos vencedores é fruto de uma mera distribuição de valores. Não há geração de riqueza, de modo que o dinheiro passa de mão em mão e engorda a carteira de alguns poucos sortudos - quando não entra apenas no caixa dos estabelecimentos. Embora a bolsa não seja estritamente regida pela racionalidade, é certo que a variação dos papéis relaciona-se com os rumo(re)s da economia e com os fundamentos econômicos das empresas. Em ambos os casos, quando os alicerces vão bem, o lucro é repartido entre todos os acionistas, seja pela forma de dividendos ou pela cobiçada apreciação das ações.
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