Aguarde...

EXAME.com - Notícias de negócios, mercados, economia, tecnologia, marketing, carreira e finanças pessoais

Mercado | 07/09/2010 12:39

Capitalização da Petrobras: entenda a formação do preço das ações

Investidor de longo prazo não deve se retrair com preço inicial das ações da oferta pública

Salvar notícia

Plataforma da Petrobras no campo de Tupi, na Bacia de Santos

Investidor de longo prazo não precisa se preocupar com os preços, afirmam especialistas

São Paulo - Os próximos dias vão revelar o real interesse do mercado em participar do maior processo de capitalização da história. De 13 a 22 de setembro, atuais e futuros acionistas da Petrobras, institucionais ou não, farão suas ofertas. Essa demanda será o termômetro para a formação dos preços das ações da oferta pública da estatal, que serão divulgados no dia 23.

Os preços das ações no momento da oferta pública, como alerta o próprio prospecto da Petrobras, será diferente de seu valor patrimonial contábil, que é o seu valor intrínseco. Isso porque os preços das novas ações dependerão da demanda do mercado no momento das reservas dos investidores, mas devem sofrer ajustes após o início das negociações.
 
Especialistas ouvidos pelo Portal EXAME não acreditam que os preços das ações da oferta pública sejam supervalorizados, mas creem que pelo menos a demanda dos atuais acionistas esteja garantida.

Se em IPOs as ações ofertadas costumam assistir a quedas vertiginosas após o início das negociações, o mesmo não costuma ocorrer com ofertas públicas de ações, como esta da Petrobras.

Existe um consenso entre os analistas de que os atuais acionistas da Petrobras devem acompanhar a capitalização para, pelo menos, manter sua posição. Isso inclui quem investe diretamente em ações e os cotistas dos Fundos Mútuos de Privatização, com recursos do FGTS.

De qualquer maneira, a participação no processo de capitalização da Petrobras é para investidores com visão de longo prazo. Nesse caso, pouco importa o valor inicial das ações que começam a ser negociadas no dia 24 de setembro ou uma eventual queda após o início das negociações.

Limites

Quem já for acionista deverá comprar, pelo menos, 34 ações para cada 100 papéis que possuir, a fim de manter sua posição. O mesmo vale para quem já investe com recursos do FGTS, desde que não seja ultrapassado o limite de 30% de seus recursos no fundo.

Investidores não institucionais individuais, acionistas ou não, deverão ainda determinar o valor que estão dispostos a pagar por essas ações da oferta inicial. Quem pretende investir indiretamente, por meio dos Fundos Mútuos de Privatização-FGTS ou de Fundos FIA-Petrobras especialmente constituídos para a ocasião não terão direito a estabelecer esse preço.

Comentários (1)  

jaime motta carrasco

Quando Ze ninguem esta comprando accoes e hora de vender. Rarara.

07.09.2010 |  

Editora Abril

Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados