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Investidor de longo prazo não precisa se preocupar com os preços, afirmam especialistas
São Paulo - Os próximos dias vão revelar o real interesse do mercado em participar do maior processo de capitalização da história. De 13 a 22 de setembro, atuais e futuros acionistas da Petrobras, institucionais ou não, farão suas ofertas. Essa demanda será o termômetro para a formação dos preços das ações da oferta pública da estatal, que serão divulgados no dia 23.
Os preços das ações no momento da oferta pública, como alerta o próprio prospecto da Petrobras, será diferente de seu valor patrimonial contábil, que é o seu valor intrínseco. Isso porque os preços das novas ações dependerão da demanda do mercado no momento das reservas dos investidores, mas devem sofrer ajustes após o início das negociações.
Especialistas ouvidos pelo Portal EXAME não acreditam que os preços das ações da oferta pública sejam supervalorizados, mas creem que pelo menos a demanda dos atuais acionistas esteja garantida.
Se em IPOs as ações ofertadas costumam assistir a quedas vertiginosas após o início das negociações, o mesmo não costuma ocorrer com ofertas públicas de ações, como esta da Petrobras.
Existe um consenso entre os analistas de que os atuais acionistas da Petrobras devem acompanhar a capitalização para, pelo menos, manter sua posição. Isso inclui quem investe diretamente em ações e os cotistas dos Fundos Mútuos de Privatização, com recursos do FGTS.
De qualquer maneira, a participação no processo de capitalização da Petrobras é para investidores com visão de longo prazo. Nesse caso, pouco importa o valor inicial das ações que começam a ser negociadas no dia 24 de setembro ou uma eventual queda após o início das negociações.
Limites
Quem já for acionista deverá comprar, pelo menos, 34 ações para cada 100 papéis que possuir, a fim de manter sua posição. O mesmo vale para quem já investe com recursos do FGTS, desde que não seja ultrapassado o limite de 30% de seus recursos no fundo.
Investidores não institucionais individuais, acionistas ou não, deverão ainda determinar o valor que estão dispostos a pagar por essas ações da oferta inicial. Quem pretende investir indiretamente, por meio dos Fundos Mútuos de Privatização-FGTS ou de Fundos FIA-Petrobras especialmente constituídos para a ocasião não terão direito a estabelecer esse preço.
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jaime motta carrasco
Quando Ze ninguem esta comprando accoes e hora de vender. Rarara.
07.09.2010 |