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BM&FBovespa: para corretora TOV, preços estão atrativos
São Paulo – “Comprar na baixa e vender na alta” é a máxima mais repetida por analistas de mercado, consultores financeiros e investidores bem-sucedidos. Qualquer pessoa que investe em bolsa já deve ter ouvido ou lido esse conselho em algum lugar. Na hora de colocar o mandamento em prática, entretanto, muito pouca gente tem coragem de fazê-lo. Para entender por que o número de pessoas físicas que investem em bolsa voltou a cair neste ano apesar da grande quantidade de ações com preços atrativos, EXAME.com conversou com André Mello, analista sênior da corretora TOV. Leia abaixo suas explicações:
O brasileiro não costuma ter uma cultura de investimento de longo prazo e acaba atrapalhado pela ganância e pelo medo. Os momentos de fundo e topo deveriam ser enxergados pelo investidor como uma boa hora para entrar e sair da bolsa, respectivamente. Mas o que se observa é exatamente o contrário. Em 2008, quando a bolsa batia um recorde atrás do outro, a ganância fez com que muita gente continuasse a comprar ações por medo de perder uma grande oportunidade. Já neste momento, o medo faz com que o mesmo investidor não aproveite a oportunidade de comprar e até mesmo venda suas ações para, em tese, preservar o capital. O problema de agir assim é que o investidor compra no topo e vende na baixa. É óbvio que os resultados não serão bons.
Considero que falta cultura de bolsa porque a pessoa não pensa nos fundamentos de uma empresa ao comprar ou vender uma ação. O investidor não vai atrás das indicações dos analistas, não sabe quais são as expectativas de resultados futuros. As escolhas muitas vezes são feitas com base em especulações. É como se a pessoas tomassem decisões de compra ou venda como se jogassem dados ou apostassem na roleta.
Neste momento, por exemplo, os múltiplos da bolsa estão baixos. As empresas da BM&FBovespa estão sendo negociadas por um preço de 8 ou 9 vezes o lucro anual. Eu acho que esse é um sinal de oportunidade de compra. Há bolsas de outros países com problemas econômicos bem mais complexos que os brasileiros que estão sendo negociadas com um múltiplo preço/lucro de 13 ou 14.
Não estou dizendo que o investidor deve comprar bolsa agora e que não há chance de as ações caírem mais. Mas acho que o preço justo para a Bovespa é igual a 15 vezes o lucro. Na renda fixa, considerando uma Selic de 12,5% e uma inflação de 6,5%, o investidor vai levar 15 anos para dobrar o poder de compra do capital investido. Então acho que o atual desconto da bolsa é excessivo frente ao potencial de ganhos.
Outro problema é que a pessoa física busca informação nos lugares errados. Em geral, o cara vai aos fóruns da internet atrás de dicas que possam lhe fazer rico da noite para o dia. É um pensamento que em nada se assemelha ao do investidor americano, por exemplo, que pensa em bolsa como forma de poupança para a aposentadoria.
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José Carlos Fontes
Grande novidade...
29.07.2011 |
Janaina Machado de Abreu
Muito boa reportagem e este analista esta de parabens pela aula de como investir a longo prazo com competencia...
28.07.2011 | Ler comentário completo |
milton fermiano da silva
Pura verdade. Parabéns à reportagem e ao analista André Mello por ter a coragem de trazer essas orientações...
27.07.2011 | Ler comentário completo |
Jose
INFELIZMENTE OS INVESTIDORES NO BRASIL ESTAO AINDA EM ESTAGIO DE VITIMAS AGUARDANDO A EXECUCAO. POR EXEMPLO...
27.07.2011 | Ler comentário completo |