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Mercado de carbono e ICO2
Pensando mais especificamente na questão das emissões de gases estufa, em 2005 a BM&FBovespa lançou um Banco de Projetos para registrar os Créditos de Carbono gerados via Mecanismo de Desenvolvimento Limpo. E em 2007 foi lançada a plataforma de Leilões de Créditos de Carbono, que permite a negociação de créditos via leilões realizados sob demanda.
Em mais um avanço, em 2010 a Bolsa lançou em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) o Índice Carbono Eficiente (ICO2), cuja carteira considera o coeficiente de emissão de gases do efeito estufa (GEE) das empresas participantes.
Seguindo algumas das mesmas propostas do ISE, o ICO2 se diferencia justamente por privilegiar a questão da emissão dos gases do efeito estufa e por restringir ainda mais o universo de empresas participantes. “Podem participar do ICO2 apenas as empresas que fazem parte do IBrX-50, que são as 50 ações mais líquidas da Bolsa e nós ponderamos qual é a eficiência da empresa relacionando o seu grau de riqueza, sua rentabilidade e a emissão de gases que ela faz”, esclarece Rogério Marques, coordenador de Índices de Preços de Ações da BM&FBovespa. Ao todo, 36 ações fazem parte do ICO2, como Ambev, BM&FBovespa, Eletropaulo, Itaú e OGX.
Quem quiser investir nas empresas com emissões controladas de gases estufa poderá participar, até esta terça-feira (12) de uma oferta pública de cotas de um ETF atrelado ao ICO2, o ECOO11. Fruto de uma parceria entre o BNDES e a gestora BlackRock, o ETF vem tendo baixa procura, o que levou o término da oferta a ser prorrogado do dia 4 para o dia 12 de junho. As cotas começam a ser negociadas na quinta-feira, dia 15.
Apesar disso, existe ao menos uma boa vantagem para o pequeno investidor. Para quem investir até 25.000 reais, o BNDES garante a recompra das cotas daqui a um ano pelo mesmo preço por que forem vendidas agora, mesmo que durante este período haja desvalorização. Ou seja, o investidor terá, ao menos, o seu dinheiro de volta ao término de um ano.
Para aproveitar o benefício, é preciso participar da oferta com opção de venda (existe também a oferta sem opção de venda). O investidor pode comprar cotas diretamente, via home broker em uma corretora que participe da oferta pública, ou aplicar em fundos formados pelos coordenadores da oferta - Citi, Santander, Votorantim e XP Investimentos - cuja taxa de administração será mais alta que o 0,38% ao ano do ETF. No primeiro caso, a aplicação mínima é de 1000 reais e, no segundo, de 300 reais. O seguro até 25.000 reais vale para ambos os casos.
Embora com desvalorização, o desempenho do ICO2 também tem batido o Ibovespa. O recuo em um ano é de 1,78%, contra uma queda de mais 15% do Ibovespa no mesmo período. Leia o prospecto preliminar da oferta pública e o comunicado a mercado de modificação da oferta.
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