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A empresa construída por João Alves de Queiroz Filho, o Júnior, a partir de aquisições em série foi durante toda a década passada vista com bons olhos pelo mercado. As ações foram incluídas em quatro dos 22 portfólios sugeridos pelas corretoras para maio, mas, há alguns meses, já chegaram a figurar em metade dessas carteiras. A máquina de aquisições da Hypermarcas funcionou muito bem até dezembro, quando a empresa anunciou a compra da Mantecorp por 2,5 bilhões de reais. O negócio a transformou em líder brasileira do setor de medicamentos, mas foi considerado caro por analistas. Como a empresa tinha um bom histórico de aquisições, entretanto, o caldo só entornou de verdade após a divulgação do balanço do primeiro trimestre. Os números mostraram que a série de aquisições realizadas em 2010 aumentou as despesas operacionais e reduziu o lucro da companhia. Os analistas do HSBC também chamaram a atenção para a queda de receitas no trimestre e reduziram o preço-alvo dos papéis de 28 para 21 reais (clique aqui e veja). O impacto disso no mercado? As ações da Hypermarcas acumulam baixa de 25,4% neste ano e de 20,4% em maio, o pior resultado do Ibovespa para o mês.
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