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A expansão em níquel e a atuação em fertilizantes, com a compra da Fosfértil, foram marcos da gestão de Agnelli que se traduziram em estratégias bem sucedidas. “O foco do Murilo agora é mais minério de ferro, níquel, cobre, carvão e fertilizantes”, diz Victor Penna. Além disso, a distribuição de dividendos na gestão Murilo Ferreira tem sido mais intensa, mesmo com os investimentos bilionários que a Vale costuma fazer. “No ano passado, a Vale chegou a pagar 9 bilhões de dólares em dividendos, fora os 3 bilhões de dólares de seu programa de recompra de ações. Essa quantia está acima do nível histórico da companhia”, observa o analista.
Pesado plano de investimentos
Mesmo com a crise a Vale manteve seus pesados planos de investimentos ano após ano. A previsão é investir 21 bilhões de dólares em 2012, menos que os 18 bilhões investidos no ano passado (embora a previsão fosse de 24 bilhões). Os recursos serão focados nas principais atividades da companhia – a exploração de minério de ferro, cobre, carvão, potássio, a construção de usinas de processamento, além de investimentos em logística.
Os principais negócios a receber recursos serão Carajás, que deve adicionar mais 40 bilhões de toneladas de minério de ferro à produção da Vale já a partir de 2013; o projeto Serra Sul, que tem capacidade de produção anual de 90 milhões de toneladas de minério, com resultados previstos para 2016; além de sua mina de carvão em Moçambique. “A Vale tem um plano de investimentos robusto, que deve começar a gerar um retorno bem alto já a partir de meados de 2013”, observa Victor Penna, do BB Investimentos.
Mas será que um momento econômico como esse, com crise internacional e perspectivas de crescimento mais fraco na China, é o ideal para esses investimentos? Segundo Penna, o mercado está mesmo de olho nisso. “Com toda a instabilidade financeira, qualquer investimento pode ser criticado negativamente. Se o mercado acreditar que alguma aquisição não seja estratégica, por exemplo, vai bater nos papéis. Mas o planejamento da Vale é bem focado e rigoroso”, diz.
Quanto aos investimentos em siderurgia, fortemente criticados desde antes da saída de Agnelli por se tratar de uma atividade menos rentável, o analista explica que esse tipo de investimento se deve a uma perspectiva de queda na participação no mercado de minério de ferro. “A perspectiva de perda no market share de minério de ferro tem levado a Vale a voltar parte dos investimentos para a siderurgia. Empresas como CSN, Usiminas e MMX estão ampliando bastante os investimentos em mineração”, esclarece, admitindo que, no médio prazo, a expectativa do mercado não é boa para o setor de siderurgia.
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