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Energia: Empresas de energia são sugeridas com mais cautela após anúncio de pacote do setor
Em setembro, as corretoras reduziram a participação de ações do setor de energia em suas carteiras recomendadas de empresas boas pagadoras de dividendos. A mudança é resultado do pacote de medidas anunciado pelo governo para reduzir o custo da energia elétrica. O anúncio inclusive chegou a impactar o resultado das carteiras sugeridas nos últimos dias de agosto, que tiveram, em sua maioria, rendimento abaixo do Ibovespa. O índice fechou o último mês aos 57.061 pontos, com alta de 1,72%.
As ações de empresas que pagam bons dividendos normalmente têm tendência de crescimento mais visível e pouca necessidade de investimento, por isso repassam mais facilmente os lucro obtidos aos acionistas. Em sua maior parte, são líderes de mercado e de setores de serviços públicos, como de telecomunicações e energia, que possuem demandas estáveis, pouco afetadas por crises de mercado.
Por causa destas características, as companhias elétricas costumam predominar nas carteiras de dividendos. Por isso, mesmo com uma menor participação de empresas do setor nas carteiras, as corretoras ainda recomendaram aquelas que não devem ser tão afetadas pelo novo pacote do governo, como a Tractebel e a Taesa, que concentram suas concessões no longo prazo.
No lugar das companhias elétricas retiradas das carteiras, foram recomendadas ações de bancos, telecomunicações e empresas do setor de infraestrutura, como a Vale e a CCR.
Além do impacto das medidas de regulação do setor energético, o pior rendimento das carteiras de dividendos em agosto também se atribui a outro fator. Com a forte recuperação da bolsa no início do mês, ações de caráter menos defensivo, que acompanham mais as altas do mercado, acabaram se destacando em relação às boas pagadoras de dividendos, que são mais estáveis.
Veja a seguir as carteiras de dividendos recomendadas pelas corretoras:
Bradesco / Ágora Corretora
A carteira de dividendos da Ágora Corretora teve queda de 5,3% no mês de agosto.
Papéis incluídos: Banco do Brasil. Papéis retirados: Energias do Brasil.
A corretora acredita que em setembro o mercado terá alta volatilidade e que, a menos que haja uma nova rodada de estímulos monetários, há pouco espaço para elevação no preço das ações. Em relação ao mercado doméstico, os analistas citam que, apesar de existirem sinais de recuperação, eles são desanimadores. “Embora a oferta ainda seja a principal questão, a demanda também está enfraquecendo”, diz o relatório mensal do Bradesco. O Banco do Brasil foi incluído na carteira, segundo a corretora, principalmente pelo fato de suas cotações terem sido negociadas com grande desconto em relação a outros bancos grandes recentemente.
| Ação | Código | Preço-alvo (dez/2012) | Yield estimado (2012) |
|---|---|---|---|
| Cemig | CMIG4 | R$ 48,14 | 6,1% |
| Cielo | CIEL3 | R$ 64,00 | 6,4% |
| Energias do Brasil | ENEBR3 | R$ 16,82 | 5,5% |
| Light | LIGT3 | R$ 33,77 | 6,0% |
| Telefônica Brasil | VIVT4 | R$ 57,00 | 10,5% |
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