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Escrito em linguagem simples, “Os grandes investidores” é bastante acessível, exigindo apenas conhecimento básico da linguagem dos investimentos, segundo o que escreve o autor. Para Arnold, a leitura será apreciada tanto pelos investidores com pouca ou média experiência quanto por profissionais do mercado.
“Muitos podem ter um conhecimento superficial das filosofias de investimento porque as universidades ensinam finanças com álgebra”, escreve Arnold no início do livro. E continua: “Normalmente, só mais tarde em suas carreiras é que percebem o quão limitado é esse currículo e só então procuram livros sobre boas posturas em investimentos”.
Conheça um pouco sobre cada um desses investidores e no que elesacreditavam:
Benjamin Graham (1894-1976): Considerado o pai da moderna teoria de investimento e da profissão de analista, Graham é autor do clássico “O investidor inteligente”, livro de cabeceira de Warren Buffett. O economista foi o primeiro a sistematizar o estilo de comprar ações de empresas sólidas, com ótimas perspectivas de geração para mantê-las no portfólio por longos períodos de tempo – o chamado “buy-and-hold”. Para Graham, é preciso entender bem o negócio de uma empresa e buscar apenas o retorno bom o suficiente. Apesar do seu pensamento influente, Graham acumulou apenas alguns milhões de dólares.
Philip Fisher (1907-2004): Dono de uma carreira de mais de 70 anos, Fisher era adepto da ideia de que mesmo uma empresa com potencial deveria estar a um preço conveniente. Para ele, a tarefa de ser um bom investidor demandava dedicação, proximidade com os dirigentes das empresas e profundo conhecimento dos negócios, o que não poderia ser atingido por um investidor amador. O fundador da empresa de investimentos Fisher & Co. utilizava um método chamado Scuttlebutt para analisar empresas, por meio da procura de opiniões sobre diversas pessoas ligadas à empresa analisada, fossem fornecedores, clientes e até concorrentes.
Warren Buffett (1930) e Charles Munger (1924): A dupla formada pelo Oráculo de Omaha e seu braço-direito é a responsável pelo sucesso da holding Berkshire Hathaway, que já investiu nos mais diversos setores. Enquanto o presidente – e maior acionista – Buffett segue a linha de Graham – Munger é mais ligado à filosofia de Philip Fisher. Juntos, ambos acreditam que ter ações é o equivalente a ser dono de parte de uma empresa. Portanto, eles só investem em setores que conhecem, com direção de qualidade e com ações vendidas a bons preços. Na lista do que não fazer, Buffett e Munger jamais se baseiam em previsões e expectativas de curto prazo, previsões macroeconômicas, fórmulas matemáticas ou mesmo no movimento do mercado.
John Templeton (1912-2008): John Templeton ficou famoso ao comprar ações de 37 empresas americanas por menos de 1 dólar em 1939, depois que o início da Segunda Guerra afugentou os investidores. Templeton acreditava que os EUA estavam fadados a entrar na guerra, o que levaria toda a economia a crescer. A partir de um investimento inicial de 10.000 dólares, Templeton chegou a 40.000 dólares depois da venda gradativa das ações em alguns anos. À frente de seu Templeton Growth Fund, Templeton aplicou sua filosofia de diversificação e busca dos melhores preços, mesmo que isso significasse investir em mercados estrangeiros.
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