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Em momentos de crise do mercardo, ações defensivas são as mais indicadas da Bolsa
São Paulo - Em meio a queda de 11,86% do Ibovespa no mês de maio, as carteiras baseadas em bons pagadores de dividendos foram as que tiveram melhor performance no mercado de ações em maio. Elas apresentaram quedas menores que o índice da Bolsa e houve até mesmo um caso de leve alta, da carteira do Rico, home-broker da Octo Investimentos, que subiu 0,10% em maio.
As carteiras de ações sugeridas para junho se concentram em empresas com demandas que não se alteram em momentos de crise, com tendência de crescimento bem definida, vantagem competitiva e que não precisam reinvestir grande parte de seu capital. Os portfólios concentram basicamente companhias que oferecem serviços de utilidade pública, como as de energia e gás, empresas credenciadoras de cartão de crédito e as líderes de mercado, como a Ambev.
Os papéis mais listados foram os da Cemig, Comgás e AES Tietê, que figuram em quase todas as carteiras sugeridas pelas sete corretoras.
E as ações mais retiradas foram da Telefônica, que teve recuo de 11,76% em maio. Analistas temem uma desvalorização depois do leilão de concessão da rede 4G, previsto para 12 de junho, já que a empresa pode pagar caro pela concessão, e também receiam a potencial restruturação societária da empresa, que pode listar outros ativos da America Latina ao invés de manter apenas os da Telefônica Brasil.
A crise financeira internacional que afeta drasticamente os países da Zona do Euro desliza para os países emergentes. O pessimismo do mercado global tem se sobreposto às medidas de estímulo do governo brasileiro, que tenta estimular a economia por meio de incentivos ao consumo, com medidas como a redução do IPI para automóveis e ampliação da oferta de crédito, com a pressão para diminuição dos spreads bancários.
E os analistas não esperam ainda uma atenuação da aversão ao risco para junho. Por isso, as corretoras destacam as carteiras de dividendos como uma das melhores estratégias de investimento em renda variável para este mês. Todas orientaram as carteiras para papéis mais conservadores, que se descolam da oscilação do mercado.
Veja abaixo e nas próximas páginas as tabelas com as ações sugeridas e as análises de cada corretora.
Citi Corretora
A performance da carteira de dividendos do Citi apresentou baixa de 4,60% em maio. Para junho, a corretora manteve posições em ações com alta geração de caixa e bom histórico em distribuição de proventos. Os papéis da CCR entraram, e saíram os da Telefônica, que apesar do dividend yield elevado, possui maior exposição ao segmento de telefonia fixa, que vem encolhendo no Brasil nos últimos anos.
Analistas destacam a Energias do Brasil como a empresa preferida no setor energético, que deve ter bons resultados após a conclusão da construção da termelétrica de Pecém, ainda neste semestre. E a corretora mantém os papéis da Cemig, que deve ter exposição reduzida ao segmento de distribuição; da Tractebel, que tem capacidade plenamente contratada a preços elevados para os próximos anos; e da Transmissão Paulista que tem crescimento garantido através das linhas de transmissão em construção.
| Empresa | Ação | Preço-alvo (R$) | Yield Estimado |
|---|---|---|---|
| CCR | CCRO3 | 15,60 | 3,60% |
| Cemig | CMIG4 | 32,70 | 12,80% |
| Energias do Brasil | ENBR3 | 17,20 | 6,70% |
| Tractebel | TBLE3 | 44,10 | 3,70% |
| Transmissão Paulista | TRPL4 | 62,90 | 9,5% |
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