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Entre seus pontos fortes, Gordon destaca, por exemplo, o fato de o Brasil ainda ter potencial para expandir a ocupação do solo agricultável, ter boas condições naturais para a agricultura e ser muito competitivo no mercado de commodities agrícolas, notadamente produtos como café, soja e laranja. Além disso, a demanda por alimentos no mundo continua em expansão, principalmente nos países emergentes. A não utilização total do potencial agrícola brasileiro leva os solos ocupados se desgastam com mais facilidade, o que pressiona a demanda por fertilizantes.
Para a gestora, a Heringer está muito bem colocada para atender a esse mercado, atendendo a mais de 50.000 clientes, com grande capilaridade e investimento no desenvolvimento de novos produtos. O fato de existir um preço internacional de commodities também reduz o risco dos fornecedores.
Com participação de 18% no mercado de fertilizantes, a Heringer deve ao menos preservar seu share e crescer com o mercado de agricultura, prevê Gordon. Isso se não for adquirida por outra grande empresa, como a Vale Fertilizantes ou uma companhia estrangeira.
Entre os pontos aparentemente fracos, Gordon cita o alto endividamento da companhia, que não necessariamente é um mau sinal, diz ele. A Heringer tem 600 milhões de reais em valor de mercado e uma dívida líquida mais ou menos da mesma proporção. Mas, segundo o sócio da GTI, essa dívida é majoritariamente de curto prazo, ligada a capital de giro. Segundo ele, um benefício fiscal obtido no ano passado permitirá a empresa abater um terço de suas debêntures, o que contribui para a margem de segurança.
Autometal: foco no retorno financeiro
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A Gávea Investimentos também recomenda a Autometal, fabricante de autopeças controlada pelo grupo espanhol CIE Automotive e que abriu seu capital no ano passado. “O setor de autopeças é fragmentado, e a Autometal está comprimida entre grandes fornecedores e compradores. Além disso, pode parecer loucura gostar de uma empresa com controlador espanhol hoje em dia”, diz Thomas de Mello e Souza, gestor de renda variável da Gávea.
De acordo com ele, a empresa vem crescendo por meio de aquisições e atualmente fornece mais de 100.000 produtos para mais de 100 diferentes plataformas de veículos, tanto no Brasil quanto no México. O retorno sobre capital empregado beira os 20% e sua margem Ebitda é superior à do restante do setor. “A gestão da empresa é bastante focada no retorno financeiro”, diz Souza.
A companhia tem 250 milhões de reais em caixa e um enorme potencial de consolidação do setor, que se concretizará caso consiga executar seu plano de aquisição. “A produção de veículos deve crescer a taxas menores, mas a empresa ainda tem espaço para crescer. Tem valor atrativo, balanço forte, e é gerida para oferecer retornos elevados para o acionista. Só está em um setor em que a percepção é muito ruim”, arremata Souza.
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